Ministro elogia comando português de missão europeia na República Centro-Africana

Cerca de 40 militares que partem no início de janeiro para aquele país africano.

O ministro da Defesa elogiou hoje os militares que vão liderar a missão da União Europeia na República Centro-Africana, a partir de janeiro, e apresentou Portugal como promotor e fornecedor de segurança global.

José Azeredo Lopes presidiu hoje à cerimónia de entrega do estandarte nacional, no regimento de Artilharia Antiaérea n.º 1, em Queluz, Sintra, aos cerca de 40 militares que partem no início de janeiro para aquele país africano.

"Somos cada vez mais promotores e fornecedores de segurança global", afirmou Azeredo Lopes aos militares em parada, realçando o papel de Portugal em missões militares no estrangeiro.

"O facto de Portugal assumir o comando desta missão da União Europeia é, sem dúvida, mais uma prova de reconhecimento da capacidade das nossas Forças Armadas no cumprimento destas missões, que tem merecido inúmeras referências elogiosas", afirmou.

O ministro lembrou que Portugal já tem, na República Centro-Africana, 160 militares na força de reação rápida da missão das Nações Unidas (ONU), que é, também, força de proteção da missão da União Europeia (UE).

Além dos 11 militares já em missão, ao abrigo da UE, o efetivo de portugueses será de 40, mas pode chegar aos 50 homens e mulheres.

São duas missões, segundo Azeredo Lopes, a da UE e da ONU, que atuam em coordenação e têm o mesmo objetivo: "promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável do país".

Azeredo Lopes reclamou para este Governo uma "marca de água" que é empenhar Portugal numa cooperação a nível bilateral e multilateral, com "quase 3.000 militares a participarem em cerca de 20 missões distintas".

A missão, a partir de 11 de janeiro, será comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Maio, segundo comandante da Academia Militar.

Ao ministro, chefes de todos os ramos, e aos militares em parada, Hermínio Maio falou sobre a missão e os seus objetivos.

"Sabemos que ganhar a paz é mais difícil do que fazer a guerra. Construir e manter a paz em África é um desígnio de longa data para a sociedade internacional, a Europa e, em particular, para Portugal", afirmou.

Hermínio Maio prometeu que a missão portuguesa terá na imparcialidade "um elemento essencial", "de modo a assegurar-se a evolução do processo de reconciliação nacional que viabilize as melhores condições para o desenvolvimento da República Centro-Africana".

A cerimónia militar de entrega da bandeira de Portugal ao contingente português que parte para a República Centro-Africana -- pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte -- aconteceu ao fim da manhã na parada do Regimento de Artilharia Antiaérea de Queluz.

O anúncio de que Portugal ia comandar missão da União Europeia na República Centro-Africana a partir de janeiro de 2018 foi feito pelo ministro da Defesa, no parlamento, em 10 de novembro.

Além dos militares envolvidos na missão europeia, Portugal tem na República Centro-Africana, desde janeiro de 2017, mais cerca de 160 militares, a maioria dos quais comandos, no âmbito da força das Nações Unidas (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana - MINUSCA).

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.