Militares têm 60 dias para elaborar normas de transporte de material de guerra

Medidas abrangem infraestruturas, recursos humanos e procedimentos para melhorar segurança dos paióis após furto em Tancos.

Os chefes militares têm 60 dias para elaborar normas comuns para mexer e transportar material de guerra, informou esta terça-feira o Ministério da Defesa.

A medida consta do despacho assinado sexta-feira pelo ministro da Defesa, Azeredo Lopes, com base nos relatórios entregues pela Inspeção-Geral e pelos três ramos sobre a matéria e elaborados na sequência do furto aos paióis do Exército em Tancos.

Segundo o comunicado, divulgado na véspera da visita do Presidente da República ao Centro da NATO em Monsanto, as novas medidas abrangem os procedimentos, as infraestruturas e os recursos humanos responsáveis pela segurança do armamento, munições e explosivos das Forças Armadas.

Os quatro chefes militares têm ainda 90 dias para definir procedimentos comuns ao emprego dos militares na proteção das infraestruturas onde se guarda aquele material.

A Secretaria-Geral do Ministério, por sua vez, terá 180 dias para desenvolver "um sistema de informação comum para controlo efetivo de material militar sensível", em coordenação com os ramos.

O despacho de Azeredo Lopes determinou ainda a continuação dos trabalhos de concentração desse material e "a realização prioritária de obras nas várias instalações" existentes para "garantir no curto prazo" as condições adequadas.

Outras medidas ao nível das infraestruturas passam por reabilitar vedações e sistemas de vídeo vigilância e melhorar as "condições de habitabilidade dos militares" envolvidos na proteção dessas instalações.

Quanto aos recursos humanos, Azeredo Lopes "determinou o aperfeiçoamento dos processos de seleção, certificação, formação e treino dos militares dedicados a funções de segurança", com base em "ações de formação e treino de caráter transversal".

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