Ministério Público investiga três mortes nas urgências

Inquéritos analisam casos que aconteceram nos hospitais de Peniche, São José (Lisboa) e Santa Maria da Feira.

O Ministério Público está a investigar a morte de três doentes nas urgências de hospitais, que alegadamente não receberam assistência médica depois de várias horas de espera. Dois dos casos - Peniche e Santa Maria da Feira - fazem parte dos quatro processos de inquérito que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde instaurou nos últimos dias. De acordo com as notícias das últimas semanas, oito pessoas morreram nas urgências sem terem recebido cuidados médicos.

A Procuradoria Geral da República avançou ao DN que "no que diz respeito aos óbitos registados nos hospitais de São José, Peniche e Santa Maria da Feira foram instaurados inquéritos, por iniciativa do Ministério Público, os quais se encontram em investigação". No caso do Hospital de São José, o primeiro a ser noticiado, foi o filho do doente que denunciou que o pai, com 80 anos, esteve seis horas nas urgências sem ser visto por um médico.

Em Peniche, tratou-se da morte de uma mulher de 79 anos, que entrou no hospital com queixas de fortes dores no peito. A doente recebeu pulseira amarela e foi atendida 15 minutos depois. A família recebeu a indicação de que a doente iria ser transferida para o hospital das Caldas da Rainha para fazer uma TAC. Morreu antes de ser transportada. Em Santa Maria da Feira trata-se de um doente com 57 anos que terá estado seis horas à espera. Recebeu a pulseira amarela, o estado agravou-se e foi atribuída pulseira laranja. Foi visto por um médico, mas faleceu.

Também a Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS), como a própria já tinha confirmado ao DN, abriu quatro processos de inquérito a mortes que aconteceram nas urgências de hospitais. Duas delas fazem parte das que estão a ser investigadas pelo Ministério Público: Peniche e Santa Maria da Feira. A estas juntam-se as investigações aos casos do hospital Garcia de Orta e Centro Hospitalar de Setúbal.

Nessa informação, a IGAS acrescentou que todos as comunicações necessárias foram feitas ao Ministério Público.

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