Mineiro Aires: "Portugal é uma ilha energética"

Portugal deve criar condições para, além de investir em novas infraestruturas, conseguir retirar valor das já existentes, diz o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Mineiro Aires.

"Temos uma produção energética e solar fortíssimas e não conseguimos passar para lado nenhum. Portugal é uma ilha energética", disse esta manhã o responsável, que participava no debate sobre o futuro de Portugal na Conferência 'Infraestruturas', pela ocasião do 153º aniversário do Diário de Notícias.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros assume que na energia "os Pirenéus são uma barreira", mas o maior bloqueio de Portugal é outro: "Falta-nos em muitos aspetos o planeamento", advertiu. "Orgulho-me de estar num país onde temos pessoas dotadas de capacidade, inteligência e análise muito grande. Não está aí a questão. Pecamos por falta de ambição, capacidade de influência", adiantou, lembrando que "Portugal devia em determinadas questões, e para os engenheiros é difícil de perceber, ter linhas mestras".

O responsável salientou que "devíamos ter uma visão completamente clara sobre isto", até porque "estamos a atravessar uma época em que não haverá robôs na sala, mas os desafios para o emprego e crescimento são importantes".

Mineiro Aires destacou ainda que num plano de investimentos mais alargado é importante não descurar da manutenção das infraestruturas já existentes sob pena de "os ativos perderem valor". E advertiu que "o Plano Juncker é virtuoso porque a Europa estava em regressão, mas é uma dívida, não é um financiamento".

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.