Marques Mendes: "Está na altura de o PSD parar para refletir"

Comentador da SIC Notícias critica atitude de "falar alto e pôr o dedo em riste" de Pedro Passos Coelho. Também não esquece Paulo Núncio e o CDS

O advogado e político Marques Mendes não poupou o papel do PSD no ambiente de tensão entre este partido e o governo, acusando o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, de estar a apostar sem sucesso numa estratégia de confrontação com o primeiro-ministro António Costa.

"Passos Coelho descaracteriza-se", disse Marques Mendes, no seu comentário semanal na SIC Notícias. "Até pode pensar que falar alto e pôr o dedo em riste pode ajudar a animar os fiéis, [mas essa atitude só] pode dar para consumo interno", acrescentou.

Recordando duas sondagens recentes que davam ao PSD intenções de voto entre os 28% e os 26%, Marques Mendes, que já liderou o partido, considerou que esses resultados, a confirmarem-se, seriam "dos piores de sempre" para os social-democratas, defendendo que devem ser "motivo de preocupação".

"Está na altura de o PSD parar para refletir", resumiu, ressalvando que a questão da liderança do partido não está neste momento em cima da mesa. "Só há eleições internas daqui a um ano. Mas neste momento há coisas que é preciso mudar".

Marques Mendes comentou ainda a polémica envolvendo o antigo secretário de Estado dos Assuntos fiscais, Paulo Núncio, depois de terem sido noticiadas há dias alegadas ligações suas, antes de entrar para o governo, a sociedades que fizeram transferências para paraísos fiscais. Isto depois de Núncio ter dito recentemente, no Parlamento, que enquanto secretário de Estado optou por não divulgar transferências dessa natureza para evitar beneficiar os infratores.

"Este episódio evidentemente que é um incómodo para o CDS. É um incómodo para o Paulo Núncio", considerou Marques Mendes. "Podem ser coincidências mas é desagradável".

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