Marques Mendes defende demissão da diretora-geral do Património

Antigo líder do PSD considera que um diretor-geral "desautorizado" pela tutela só tem um de dois caminhos: ou demitir-se ou colocar o lugar à disposição

O antigo líder do PSD Marques Mendes afirma que primeiro-ministro e ministro da Cultura desautorizaram a diretora-geral do Património ao considerarem a autorização para a realização do jantar da Web Summit no Panteão Nacional grave e até ofensiva.

No seu habitual comentário na SIC, Marques Mendes afirmou que um diretor-geral "desautorizado" pela tutela só tem um de dois caminhos: ou demitir-se ou colocar o lugar à disposição do governo. "E se não o fizer, o que fará o ministro da Cultura?" - questionou.

Na opinião do comentador político todos estiveram mal neste caso. Desde quem promoveu o jantar num monumento que, à sua maneira, "é um cemitério"; passando pelo anterior secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, que permitiu, através de regulamento, que haja este tipo de eventos no Panteão; a diretora-geral do património que o autorizou; e António Costa e ao Governo, que atiraram as culpas para o governo anterior. "A culpa também é do atual governo", sentenciou.

Marques Mendes considerou ainda "intolerável" o que aconteceu no Hospital São Francisco Xavier com o surto de legionella, por se tratar de um "desleixo inaceitável" na manutenção dos equipamentos e por faltarem as diligências mínimas para informar os trabalhadores do hospital. O que aconteceu, disse, foi uma nova "falha" do Estado. "Esta imagem de negligência e desleixo é desastrosa", afirmou.

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