Marinha Grande. Sede de Sampaio da Nóvoa vandalizada

Local será inaugurado este domingo com a presença do candidato. Como é crime público, PSP informou a CNE para inquérito.

A sede da candidatura Sampaio da Nóvoa A Presidente (SNAP) na Marinha Grande, que o candidato inaugura este domingo, foi vandalizada durante a madrugada de sábado, constataram responsáveis da candidatura quando ali chegaram de manhã.

A mandatária concelhia da SNAP, Isabel Rocha, explicou ao DN que o espaço estava a ser preparado para a inauguração deste domingo e ainda tinha poucas coisas no seu interior. Na montra (trata-se de um espaço comercial) foram colocados na quinta-feira à tarde dois cartazes de Sampaio da Nóvoa, que foram o objeto da fúria de quem partiu o vidro (eventualmente com uma pedra).

A PSP foi chamada ao local durante o dia de sábado, e por se tratar de crime público fará seguir uma participação para a Comissão Nacional de Eleições.

Sampaio da Nóvoa vai estar em campanha durante todo domingo no distrito de Leiria, com atividades previstas nas Caldas da Rainha, seguindo-se Alcobaça, Leiria, Pombal e, por fim, Marinha Grande. Isabel Rocha disse ao DN que se mantém a intenção de inaugurar a sede mesmo com a montra estilhaçada.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Assunto poucochinho ou talvez não

Nos rankings das escolas que publicamos hoje há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.