Maria de Belém: "Se morreu do coração, morreu do que tinha de melhor"

Almeida Santos foi "o mais eminente legislador" e a sua morte representa "uma perda irreparável para Portugal, para a democracia portuguesa e para o PS", disse esta manhã Maria de Belém

Falando na sua sede de campanha em Lisboa, a candidata - que Almeida Santos apoiava - afirmou ainda que "este acontecimento tristíssimo exige-nos a homenagem a um Homem que cruzou o seu destino com a resistência à ditadura, a descolonização e a fundação da democracia". Foi além disso "um homem de grande dimensão cultural, afetiva e humanista". "Se morreu do coração, morreu do que tinha de melhor", afirmou.

Maria de Belém endereçou à família as suas "mais sentidas condolências, acompanhadas de um abraço amigo muito amigo e solidário". Depois confirmou que a campanha estará suspensa até à realização do funeral, amanhã. A candidata presidencial Maria de Belém Roseira apenas retomará a campanha eleitoral na quinta-feira com um almoço na cervejaria Trindade, em Lisboa.

Ao fazer esta declaração, Maria de Belém tinha a acompanhá-la personalidades como Jorge Coelho, Marçal Grilo, Luís Nazaré, Vera Jardim, Alberto Martins e Simonetta Luz Afonso.

O último gesto público que Almeida Santos teve foi a participação, domingo, num almoço de apoio a Maria de Belém na Figueira da Foz, no qual se apresentou queixando-se de uma gripe ainda não inteiramente curada. Há semanas havia participado, com Mário Soares, num almoço em Lisboa de apoio a José Sócrates.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.