Marcelo testemunhou mas recusou ser abonatório

O Presidente da República testemunhou, por escrito, no processo Operação Fizz mas a lei dava-lhe a prerrogativa de não o ter feito.

Marcelo Rebelo de Sousa foi arrolado sem o saber como testemunha abonatória de um dos arguidos deste processo, o advogado Paulo Blanco.

Num depoimento minimalista feito por escrito, Marcelo reiterou que "não tem conhecimento" dos factos do processo, disse ao DN uma fonte conhecedora.

O PR acrescentou depois, no seu depoimento, que, quanto a Paulo Blanco, o conheceu há muitos anos na Câmara Municipal de Lisboa mas dele "não faz qualquer juízo, positivo ou negativo".

A Operação Fizz tem como principal arguido um ex-vice-presidente da República de Angola, Manuel Vicente. Este é acusado de ter pago centenas de milhares de euros a um procurador português do Ministério Público, Orlando Figueira, para lhe obter decisões favoráveis (Figueira está acusado de corrupção passiva).

A acusação diz ainda que Manuel Vicente foi pronunciado do crime de corrupção ativa em coautoria com Paulo Blanco e Armando Pires. O julgamento deverá começar este mês. O caso está a abalar as relações diplomáticas luso-angolanas. O novo presidente angolano, João Lourenço, afirmou há dias que as relações entre Portugal e Angola vão "depender muito" da resolução do processo de Manuel Vicente e classificou a atitude da Justiça portuguesa como "uma ofensa" para o seu país.

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