Marcelo lembra "palavra poderosa e sentida" do povo a Mário Soares: "Obrigado"

Principais figuras do Estado homenagearam Mário Soares no cemitério dos Prazeres, em Lisboa, um ano após a sua morte.

O Presidente da República considerou este domingo que "Mário Soares continua vivo" e evocou a "palavra muito simples, poderosa, sentida", com que o povo português lhe agradeceu no dia da sua morte, há um ano: "Obrigado."

"Obrigado por ter sido quem foi e ter dado o que deu" a Portugal, nomeadamente ter fechado um "ciclo decisivo" da história nacional que foi a passagem da ditadura para a democracia, realçou o Chefe do Estado, numa cerimónia na capela do cemitério dos Prazeres e em que participaram o presidente do Parlamento, o primeiro-ministro, o presidente da Câmara de Lisboa e os filhos Isabel e João Soares, além de dezenas de amigos, admiradores e outros familiares.

Tanto "o homem" que foi Mário Soares como "o seu testemunho", continuou Marcelo Rebelo de Sousa, "continuam vivos" um ano depois, desde logo a sua figura "de cabeça erguida, sorriso confiante e peito feito ao vento".

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou, por sua vez: "A nossa mais justa homenagem a Mário Soares é continuarmos o seu combate por um Portugal melhor."

"Sempre que lutamos por um Portugal mais desenvolvido e mais justo, homenageamos Mário Soares", adiantou António Costa, acrescentando: "Sempre que promovemos a liberdade e a cultura, homenageamos Mário Soares. Sempre que nos batemos por uma Europa mais solidária, homenageamos Mário Soares."

João Soares, outro dos oradores, lembrou a "inolvidável despedida" que representou a cerimónia fúnebre de há ano, a qual é tema de uma exposição, que foi inaugurada momentos depois, com 49 fotografias de 49 fotógrafos - e é já considerada como o modelo a seguir em futuros funerais de Estado.

Mário Soares, sublinhou ainda o filho, "mereceu ser o primeiro primeiro-ministro" depois de realizadas as primeiras eleições livres do pós-25 de Abril, "mereceu ser o primeiro civil eleito" como Presidente da República e também "mereceu ter o primeiro funeral de Estado no Portugal democrático".

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