"E se Cristiano concorresse a presidente?", brincou Trump com Marcelo

O Presidente da República falou de Cristiano Ronaldo e de Putin com o líder norte-americano. No final, Marcelo disse que o encontro correu bem e que os objetivos foram atingidos

A reunião de Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump estava marcada para as 19:00 portuguesas e antes os dois chefes de Estado prestaram algumas declarações aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, em Washington.

"Portugal é muito importante para o nosso país", referiu Donald Trump, sorridente, adiantando que "é uma grande honra receber o altamente respeitado Presidente de Portugal".

Numa declaração conjunta, onde Trump voltou a falar muito sobre a imigração por insistência da imprensa norte-americana que estava presente na sala. Quando as perguntas sobre política interna terminaram, Marcelo Rebelo de Sousa começou por lembrar que o vinho usado para brindar à independência dos Estados Unidos foi um Madeira e que a comunidade de imigrantes portugueses nos Estados Unidos está bem integrada. Marcelo falou de futebol e do mundial da Rússia; falou de Cristiano Ronaldo e do seu encontro em Moscovo com Vladimir Putin.

Trump disse não saber se ia à Rússia assistir a algum jogo de futebol, mas brincou com Marcelo: "E se Cristiano concorrer contra o presidente?" Marcelo foi rápido na resposta: "Portugal não é os Estados Unidos..."

"Os objetivos pretendidos foram atingidos"

Na reunião que se seguiu à porta fechada foram discutidos os temas da guerra comercial e da imigração. À saída do encontro, o Presidente da República português declarou que "foram discutidas posições importantes" e que tinham "sido atingidos os objetivos pretendidos."

"Foi um encontro caloroso e não por causa dos dois líderes serem pessoas calorosas, mas sim porque havia uma predisposição criada pelo calor existente entre os dois povos e pelo peso da comunidade portuguesa residente nos Estados Unidos", mencionou Marcelo Rebelo de Sousa no encontro com a imprensa, após a reunião na Casa Branca, na chancelaria da Embaixada de Portugal, em Washington.

Para o Presidente português o facto de entre os dois países existir 142 anos de história em comum aproxima-os mesmo que Portugal "não partilhe da mesma posição" que os EUA em certos assuntos.

"Cada parte expôs os seus pontos de vista e isso Portugal conseguiu. Foi importante explicar ao presidente norte-americano o porquê de ser importante para os EUA não criarem problemas com a União Europeia. Mesmo do ponto de vista da defesa, a Europa tem uma importância crucial para os EUA", referiu.

O chefe de Estado português prosseguiu dizendo que este foi um "encontro muito positivo", "porque havia uma disponibilidade para ouvir e para falar" de ambos os intervenientes.

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