Presidente elogia militares portugueses na República Centro-Africana

No seguimento do ataque armado aos militares portugueses, no passado sábado, o chefe de Estado português exprimiu o apreço pela forma como estes lidaram com a situação

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou hoje a "determinação e serenidade" demonstrada no sábado passado pelos militares portugueses em missão na República Centro-Africana, depois de terem sido atacados por um grupo armado.

Numa mensagem colocada hoje no 'site' da Presidência na Internet, o chefe de Estado afirma ter falado telefonicamente com o comandante da Força Nacional Destacada na República Centro Africana, a quem sublinhou "o apreço pela forma como os militares portugueses intervieram, no passado sábado, em Bangui, durante uma patrulha de rotina".

"Tendo sido alvejados por tiros de armas ligeiras, disparadas por um grupo armado a coberto de mulheres e crianças, os militares portugueses souberam reagir a esta situação complexa com determinação e serenidade, não tendo sofrido qualquer baixa", acrescenta a mesma nota.

Marcelo Rebelo de Sousa visitou há precisamente uma semana os militares portugueses em missão na República Centro-Africana, numa deslocação em que lhe manifestou o seu orgulho por estarem entre "os melhores do mundo, em terra, no ar e no mar" e destacou o seu contributo para a paz.

"Aqui está também o Comandante Supremo das Forças Armadas, aquele que, além de se orgulhar dos portugueses porque são portugueses, se orgulha dos militares portugueses porque são militares portugueses, que são os melhores militares do mundo, foram sempre, mas são cada vez mais", afirmou então o chefe de Estado português, numa intervenção perante o contingente que se encontra em missão na República Centro-Africana.

Na intervenção, disponibilizada em vídeo pela Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa classificou os militares portugueses como "os melhores militares do mundo, em terra, no ar e no mar, nas situações mais difíceis", que vão para onde for necessário e têm a mesma "capacidade de resolução, de decisão, de intervenção, todos os dias, 24 horas por dia".

"Somos os melhores, viva Portugal, mas viva também a República Centro-Africana", disse, a concluir a visita de apenas algumas horas que fez, acompanhado do ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, à força portuguesa que integra a MINUSCA e aos militares que comandam a missão de treino na União Europeia na República Centro-Africana.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.