Marcelo e Costa junto da comunidade portuguesa nos EUA

As comemorações do Dia de Portugal decorrem este domingo no Funchal, mas prosseguem para Boston e Providence. O Presidente da República vai estar com os emigrantes e luso-descendentes.

As celebrações começam no Campo de São Francisco, em Ponta Delgada, com a habitual Cerimónia Militar Comemorativa, que contará com a participação de mais de mil militares dos três ramos das Forças Armadas, e durante a qual discursará o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República e o primeiro-ministro, António Costa, partem depois para os Estados Unidos.

Ao final da tarde, decorre a cerimónia do içar da bandeira nacional na Praça Municipal ('City Hall') de Boston, onde terão lugar várias iniciativas promovidas por associações da comunidade portuguesa e lusodescendente do Estado norte-americano de Massachusetts, designadamente o 'Boston Portuguese Festival'.

As cerimónias terminam com um espetáculo de luzes e fogo no rio da baixa de Providence (Rhode Island), organizado pela comunidade portuguesa.

O estado de Massachusetts acolhe perto de 400 mil portugueses e lusodescendentes; já em Rhode Island, o estado norte-americano mais pequeno, a comunidade portuguesa representa 11% da população (um milhão de pessoas). A maioria são oriundos dos Açores.

Na segunda-feira, as comemorações do Dia de Portugal continuam com uma sessão solene na 'State House' de Massachusetts, seguindo-se uma receção no navio-escola Sagres, que estará atracado no porto de Boston.

Antes do regresso a Lisboa, o chefe de Estado visitará o Museu da Baleia de New Bedford.

Já o primeiro-ministro viaja para a Califórnia, numa deslocação de caráter sobretudo económico, em que visitará várias cidades dos Estados Unidos, até 16 de junho.

Em 2016, ano em que tomou posse como chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa lançou um modelo inédito de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, acertado com o primeiro-ministro, em que as celebrações começam em território nacional e se estendem a um país estrangeiro com comunidades emigrantes portuguesas.

Nesse ano, o Dia de Portugal foi celebrado em Lisboa e Paris e, em 2017, no Porto e nas cidades brasileiras do Rio de Janeiro e São Paulo.

Este ano, as celebrações iniciaram-se em Ponta Delgada, no sábado, com o içar da bandeira nacional e uma visita às atividades complementares, seguida de uma cerimónia na Câmara Municipal de Ponta Delgada, em que o Presidente da República recebeu a chave de honra do município.

Ao final da tarde, no Palácio de Sant'Ana, decorreu uma receção oferecida pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, antecedida da apresentação de cumprimentos do Corpo Diplomático ao chefe de Estado.

O dia terminou com um concerto na Igreja de São José e um espetáculo de fogo-de-artifício na Avenida Infante D. Henrique.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.