Marcelo e Costa almoçam com Draghi e Carlos Costa

No Conselho de Estado na quinta-feira, Mário Draghi terá oportunidade de responder a algumas questões levantadas pelos conselheiros

O Presidente da República e o primeiro-ministro vão almoçar esta quinta-feira com Mário Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu (BCE), e Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, uma oportunidade para discutir a situação do sistema financeiro.

No almoço, antes do Conselho de Estado, tanto Mario Draghi como Carlos Costa serão convidados especiais do Presidente português, onde poderão discutir não apenas a evolução da economia europeia, tema do Conselho de Estado, mas também a situação em que o sistema financeiro português se encontra.

Segundo a TSF, o encontro surge também num momento em que existem vários "temas sensíveis" que poderão ser falados durante o almoço: fim do prazo dado pelo próprio BCE para que se chegue a um acordo no BPI sobre o Banco de Fomento de Angola, uma vez que se não houver acordo entre o catalão La Caixa e a angolana Isabel dos Santos o banco será alvo de pesadas multas do BCE; também a venda do Novo Banco, muito contestada à esquerda em Portugal; e o reforço de capitais necessário quer no BCP, quer no banco público, a Caixa Geral de Depósitos.

O presidente do BCE foi ainda convidado pelo Presidente da República para fazer um discurso no Conselho de Estado e depois responder a algumas perguntas dos conselheiros, enquanto Carlos Costa apenas assistirá ao Conselho de Estado.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.