Marcelo diz que o Lusitânia Expresso ficará na história de Portugal

Foi a 11 de março de 1992 que a marinha indonésia impediu o barco de chegar a Timor-Leste. A bordo estava o antigo Presidente da República Ramalho Eanes

O Presidente português afirmou esta quinta-feira que a missão "Paz em Timor", a bordo do ferryboat Lusitânia Expresso, há 25 anos, ficará para sempre na história de Portugal, e destacou a participação do seu antecessor Ramalho Eanes.

"Muito obrigada por aquilo que foi a vossa presença, essencial para nós portugueses, essencial para Timor e os timorenses, muito obrigado por essa presença, que nunca mais se apagará da história do nosso país", diz Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem gravada em vídeo que será transmitida este sábado, numa cerimónia da evocação dos 25 anos da viagem do Lusitânia Expresso.

A 11 de março de 1992, quando a marinha indonésia impediu o ferryboat Lusitânia Expresso de avançar em direção a Timor-Leste, onde os participantes na missão "Paz em Timor" pretendiam chegar para depositar flores no cemitério de Santa Cruz, em Díli, homenageando as mais de 200 vítimas do massacre perpetrado pelas forças indonésias a 12 de novembro do ano anterior.

A bordo, seguiam mais de uma centena de pessoas, incluindo o antigo Presidente português António Ramalho Eanes, estudantes de 23 países, e 25 jornalistas portugueses e 34 estrangeiros.

"É invulgar haver um Presidente da República que, cessado o exercício das suas funções, mas continuando a ser uma referência, um expoente da democracia portuguesa, tenha podido aceitar e personalizar um repto desses. E lá esteve, convosco", sustenta Marcelo Rebelo de Sousa, nas palavras dirigidas aos participantes da iniciativa.

Sobre a missão, liderada por Rui Marques, então diretor da revista Fórum Estudante, o Presidente afirma que "não houve uma portuguesa, um português, que não tivesse vibrado convosco, com a vossa audácia, com a vossa coragem, com a vossa juventude, com o vosso destemor".

"Foi verdadeiramente uma aventura portuguesa no mundo", acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa.

A cerimónia, que decorre no sábado à tarde no teatro Thalia, em Lisboa, pretende evocar os 25 anos do Lusitânia Expresso e da Fórum Estudante, mas também refletir sobre as grandes causas do século XXI.

Na sessão participarão jovens que se dedicam à intervenção cívica e social, nomeadamente responsáveis do Conselho Nacional de Juventude ou da Plataforma de Apoio aos Refugiados.

Haverá também um debate com jornalistas sobre a sua perspetiva sobre as grandes causas, prevendo-se também intervenções da embaixadora timorense em Lisboa, da atual secretária de Estado do Ensino Superior, Fernanda Rollo, e de Nuno Ribeiro da Silva, à época secretário de Estado da Juventude e apoiante da iniciativa.

Rui Marques destacou à Lusa que participarão também "dois convidados especiais, que, não tendo estado fisicamente no Lusitânia, estiveram muito presentes" na missão - o atual presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, Emílio Rui Vilar, e o jornalista Adelino Gomes.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.