Marcelo deixa promessa de lecionar em Castelo Branco "daqui a quatro anos"

Desafio foi lançado pelo presidente do politécnico local

O Presidente da República deixou hoje a promessa de ser professor "daqui a quatro anos, três meses e uns dias" na escola de artes de Castelo Branco, em reposta ao desafio lançado pelo presidente do politécnico local.

Marcelo Rebelo de Sousa iniciou esta manhã a terceira edição da iniciativa "Portugal Próximo", em Castelo Branco, concelho onde encontrou um exemplo da importância da formação artística e outro de inclusão de pessoas com deficiência.

Durante a visita, Marcelo deixou também o compromisso de, "daqui a quatro anos, três meses e uns dias" estar disponível para dar "umas aulas" na ESART, respondendo assim ao convite que o presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), Carlos Maia, lhe fez para quando terminar o mandato como Presidente da República.

"Aceitei e deixei logo escrito [livro de honra], para não haver dúvidas nenhumas", vincou, exigindo apenas que as aulas sejam de uma matéria "que se possa ajustar" à sua carreira de professor.

A iniciativa arrancou na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) do Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde o chefe de Estado deixou o lamento de não ter desenvolvido mais a educação musical - "foi uma pena".

"A música é altamente formativa. É um instrumento de mudança social", constatou, sublinhando que a "extrema qualidade" que pôde testemunhar naquela escola deixou-o de "alma cheia".

Marcelo aclarou que é "suspeito", por ser "melómano". "Tenho a mania da música", referiu.

"Mas mesmo que não fosse, teria de admitir que [a formação musical] tem um papel fundamental em termos educativos e do país", salientou.

Na Escola Superior de Artes Aplicadas, o Presidente da República tirou uma 'selfie' com "as estilistas do futuro", comprou quatro rifas a uma estudante de um sorteio da Latada do Politécnico e deixou o troco, pôde constatar o trabalho dos alunos de 'design' de moda e têxteis - área para a qual não tem "jeito nenhum" - e ainda disse a uma jovem que estudava na área de música que fazia bem "em tentar ficar em Portugal" depois de acabar o curso.

O chefe de Estado acabou por não fazer a intervenção formal no auditório da ESART, como inicialmente estava previsto.

Limitou-se a assistir no auditório da instituição a um momento musical, findo o qual saiu para visitar todos os cantos da escola e conversar com os alunos ao mesmo tempo que respondia às questões que os jornalistas lhe faziam.

Após a passagem pela escola, Marcelo dirigiu-se até ao Museu da Seda da Associação Portuguesa dos Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental (APPACDM) de Castelo Branco, participando na cerimónia de inauguração.

À chegada, mais de 100 utentes da APPACDM e pais aplaudiam o Presidente da República e gritavam "Marcelo".

O chefe de Estado optou por cumprimentar os presentes um a um, distribuindo beijos e abraços ao longo de oito minutos.

"É nosso amigo", dizia a presidente da APPACDM e antiga deputada pelo PSD, Maria de Lurdes Pombo.

"Aqui temos um exemplo de inclusão com uma componente educativa, com uma componente cultural e com uma preocupação que é, simultaneamente, de formação e de abertura social e que contribui para o desenvolvimento económico e social daquilo que durante muito muito tempo foi considerado como longe e ignorado" e que hoje é "uma prioridade nacional", sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

No livro de honra da instituição, o chefe de Estado destacou a "obra de amor, de educação, de solidariedade social, de cultura, ao serviço de Portugal".

O chefe de Estado dedica hoje o dia à beira interior, com uma agenda dividida entre os concelhos de Castelo Branco, Covilhã e Guarda, na terceira edição da iniciativa "Portugal Próximo".

"Fundamental não é desencravar o interior, porque o interior está como se vê - com um dinamismo monumental", salientou, em declarações aos jornalistas, considerando que o trabalho a fazer consiste em "dar força ao dinamismo que o chamado interior tem demonstrado".

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