Marcelo considera "prematuro" falar de responsabilidades

O chefe de estado refere que "vale a pena esperar e ver as conclusões a que chegam"

O Presidente da República considerou hoje "prematuro falar de responsabilidades" no incêndio de junho em Pedrógão Grande, alertando que ainda decorre o trabalho do Ministério Público para apurar causas sobre o que aconteceu.

"Neste momento, é prematuro falar de responsabilidades apuradas ou de factos que apontem para responsabilidades. Vale a pena esperar e ver as conclusões a que chegam", disse Marcelo Rebelo de Sousa, no Porto, no fim de uma cerimónia de imposição de insígnias nos Paços do Concelho.

O chefe de Estado foi questionado sobre uma notícia hoje avançada pela TSF, segundo a qual o plano municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios caducou há seis anos, segundo um parecer encomendado pela Ascendi, responsável pela operação e manutenção de infraestruturas rodoviárias, que iliba a empresa de responsabilidades na limpeza da estrada onde morreram mais pessoas em Pedrógão.

"Essa matéria foi, por um lado, objeto de apreciação da comissão técnica independente. Por outro lado, decorre o trabalho do Ministério Público, mais direcionado para as responsabilidades jurídicas. Neste momento é prematuro falar de responsabilidades. Vale a pena esperar e ver as conclusões a que chegam", vincou o Marcelo Rebelo de Sousa.

De acordo com a TSF, o parecer jurídico encomendado pela Ascendi para apurar as suas responsabilidades no incêndio de Pedrogão Grande desresponsabiliza a Ascendi e a EDP porque os planos municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Castanheira de Pera e de Pedrógão Grande não tinham sido aprovados.

Em causa está a Estrada Nacional 236, onde no incêndio de junho houve mais de 40 vítimas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

JAIME NOGUEIRA PINTO

O arauto da revolta popular

Rejeição. Não é, por enquanto, senão isso. Não pelos reaccionários, pelos latifundiários, pelos generais golpistas, pelos fascistas declarados ou encapotados, mas pelo povo brasileiro, que vota agora contra a esquerda dita idealista - e notoriamente irrealista quanto à natureza humana (sobretudo à própria) - que montou um "mecanismo" de enriquecimento ilícito e de perpetuação no poder digno dos piores hábitos do coronelismo e do caciquismo que os seus antepassados ideológicos, de Josué de Castro a Celso Furtado, tanto criticaram. Um povo zangado, enganado, roubado, manipulado pelos fariseus da tolerância, dos direitos humanos e das flores de retórica do melhor dos mundos, pelos donos de tudo - do pensamento único aos recursos do Estado.