Marcelo considera défice abaixo de 1,3% "uma boa notícia" e espera mais crescimento

"Veremos se pode ir ou não além", declarou o presidente

O Presidente da República considerou esta sexta-feira "uma boa notícia" o défice deste ano ficar abaixo de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e afirmou que ainda espera que o crescimento possa "ir um bocadinho além" do previsto.

"Eu devo dizer que a minha convicção era já - mas eu corro sempre o risco, nesse particular, de ter falado com otimismo - de que o crescimento pudesse ir um bocadinho além e que ainda possa ir além do que se falou, 2,5 %, agora 2,6%. Veremos se pode ir ou não além", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas à entrada do Mercado da Ribeira, em Lisboa, a propósito dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados, segundo os quais o défice até setembro se fixou em 0,3% do PIB, e do anúncio feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro de que o défice no final do ano será inferior a 1,3%.

Quanto ao valor do défice no final do ano, o Presidente da República considerou que "é uma boa notícia ficar aquém de 1,4% e ficar em 1,3% ou, como diz o senhor primeiro-ministro, ligeiramente abaixo de 1,3%, à volta de 1,3%".

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.