Marcelo "confiante" mas diz que "última sondagem" é a votação

Candidato diz que eleições estão a ser "uma viragem" na forma de fazer campanha e diz que a sua confiança vem do contacto de rua

Marcelo Rebelo de Sousa disse esta noite numa sessão pública no Instituto Politécnico de Leiria que está cada vez mais "confiante" na vitória. Num dia em que saiu uma sondagem do Expresso que lhe dá a vitória à primeira volta (54,8%), o candidato diz que tem mais confiança "não pelos números, que têm a importância que têm, mas, mais importante, pelo que tenho sentido na rua".

O ex-líder do PSD diz que "as sondagens valem o que valem e que "a última e decisiva sondagem é a da votação". Porém, diz que pelo país fora "há uma cada vez mais clara identificação" com a sua candidatura. "Continue assim. Não diga mal de ninguém. Fale dos nossos problemas, daquilo que é importante para o futuro de Portugal. Aproxime quem está distante. Faça convergências.", contou o candidato presidencial.

Marcelo considera que estas eleições "marcaram uma viragem na nossa vida coletiva", explicando que isso aconteceu "pelo número de candidaturas, pela independência [e] pela exiguidade de meios financeiros". O candidato destacou ainda que esta campanha marca a diferença pela "capacidade de debater, de discutir, de levar mais longe a troca de ideias, mesmo quando aqui e ali, se substituiu a troca de ideias pelas controvérsias pessoais."

O candidato defendeu ainda que o "mais difícil a seguir à crise é ser-se moderado", prometendo que será "moderado", que tentará "encontrar o caminho intermédio, que é o que de quem abre o caminho de diálogo. Marcelo voltou a mandar indiretas aos outros candidatos, destacando que a sua campanha não tem "notáveis"; "comícios" nem "almoços e jantares" e que optou por "substituir manifestações de massas" por "encontros mais humanos".