Manuel Godinho condenado a mais dois anos de prisão efetiva

Esta é a terceira condenação do sucateiro, que no processo "Face Oculta" foi sancionado com uma pena de 17 anos e meio de cadeia.

Manuel Godinho foi hoje condenado, no Tribunal de Aveiro, a dois anos de prisão efetiva por corrupção ativa. Em causa um processo que resultou de uma certidão extraída do caso "Face Oculta", envolvendo o sucateiro e outros dois arguidos.

Esta é a terceira condenação do sucateiro de Ovar, que no processo "Face Oculta" foi sancionado com uma pena de 17 anos e meio de cadeia e num segundo julgamento foi condenado a dois anos e meio.

Este julgamento é uma repetição ordenada pelo Tribunal da Relação do Porto, na sequência de um recurso interposto pelo Ministério Público (MP), depois de em 2013 o Tribunal de Ovar ter absolvido os arguidos.

Os factos remontam a 2009, quando Manuel Godinho terá mandado a sua então secretária pessoal entregar 2.500 euros a um vigilante da natureza para evitar a fiscalização de uma extração ilegal de areias na "Quinta dos Ananases", de que é proprietário.

Durante o julgamento, os três arguidos remeteram-se ao silêncio.

Em setembro de 2014, Manuel Godinho foi condenado no âmbito do processo "Face Oculta" a uma pena única de 17 anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico, por 49 crimes de associação criminosa, corrupção, tráfico de influência, furto qualificado, burla, falsificação e perturbação de arrematação pública.

Além da pena de prisão, o sucateiro foi condenado a pagar solidariamente com outros arguidos 1,2 milhões de euros à antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer), à Redes Energéticas Nacionais (REN) e à Petrogal.

Mais recentemente, no passado mês de novembro, foi condenado a mais dois anos e meio de prisão efetiva, por subornar um ex-funcionário da antiga Rede Ferroviária Nacional (Refer), também condenado no mesmo processo.

O empresário de Ovar, que aguarda em liberdade o desfecho dos recursos dos dois acórdãos interpostos pela sua defesa, foi declarado insolvente no início deste ano.