Mais dez mil processos parados nos tribunais desde bloqueio do Citius

Relatório defende que houve "um retrocesso" nos crimes por investigar. Burlas ao Estado envolveram 77 milhões de euros em 2014

"Um retrocesso claro no estado dos serviços na área da investigação criminal" com reflexo em números: se em junho do ano passado o número de processos pendentes rondava os 54 mil, seis meses depois esse panorama ascende aos 64 mil. Francisca Van Dunem, a líder da procuradoria geral distrital de Lisboa (pgdl) - distrito judicial que abarca cerca de 60% do território nacional incluindo Madeira e Açores - não poupa as palavras na hora do balanço do ano passado.

Referindo-se ao bloqueio da plataforma informática dos tribunais (Citius) durante 44 dias, no seu relatório anual, a responsável pela procuradoria no distrito judicial de Lisboa assume que "essa circunstância gerou um período longo de paralisação da atividade, com reflexos profundos nas pendências processuais e teve consequências na operacionalidade do sistema, por não reposição de algumas das suas funcionalidades essenciais, que perduravam ainda no final do ano".

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