Mais de metade dos comboios cancelados devido à greve

De acordo com a CP, foram suprimidos 342 comboios

Mais de metade dos comboios programados pela CP para esta terça-feira foram suprimidos devido à greve dos trabalhadores ferroviários que termina na quarta-feira às 12:00, segundo dados divulgados pela empresa.

Em comunicado, a CP adiantou que dos 680 comboios previstos para hoje, foram suprimidos 342. Os números significam que que foram cancelados 50,3% e realizados 49,7%.

Por serviços, o maior impacto foi no serviço urbano de Lisboa, em que a maior parte dos comboios foi cancelada, tendo sido realizados 41% dos comboios programados.

Já nos serviços regional e de longo curso a maior parte dos comboios realizaram-se.

O presidente da CP, Carlos Nogueira, estimou que esta greve deverá ter um impacto de 700 mil euros

No serviço Regional foram efetuados 58,1% dos comboios programados e no serviço de longo curso 81,8% dos comboios programados.

O presidente da CP, Carlos Nogueira, estimou esta terça-feira que esta greve deverá ter um impacto de 700 mil euros, quando a anterior, no passo dia 4, referiu uma perda de receitas de 1,3 milhões de euros.

Os trabalhadores querem garantir, com as paralisações, que os comboios vão continuar a operar com dois agentes, apesar de a lei permitir a circulação de comboios em regime de agente único

A greve dos trabalhadores ferroviários - no transporte de passageiros - iniciou-se às 12:00 de hoje e decorre até às 12:00 de quarta-feira, tendo causado supressões em todos os serviços, à exceção dos urbanos do Porto.

Os trabalhadores querem garantir, com as paralisações, que os comboios vão continuar a operar com dois agentes, apesar de a lei permitir a circulação de comboios em regime de agente único.

A paralisação - a segunda este mês - abrange os trabalhadores com local de trabalho entre Coimbra e Vila Real de Santo António.

O mesmo modelo será utilizado para a greve de 23 e 24 de junho, entretanto anunciada, mas para os trabalhadores a Norte de Coimbra.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Pode a clubite tramar um hacker?

O hacker português é provavelmente uma história à portuguesa. Rapaz esperto, licenciado em História e especialista em informática, provavelmente coca-bichinhos, tudo indica, toupeira da internet, fã de futebol, terá descoberto que todos os estes interesses davam uma mistura explosiva, quando combinados. Pôs-se a investigar sites, e-mails de fundos de jogadores, de jogadores, de clubes de jogadores, de agentes de jogadores e de muitas entidades ligadas a esse estranho e grande mundo do futebol.

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.