Lojas da Av. da Liberdade abertas e com alguns clientes

As lojas da Avenida da Liberdade, em Lisboa, continuam abertas e há mesmo alguns clientes que espreitam descontraidamente roupas e sapatos.

Os funcionários das lojas preferem não dar entrevistas aos jornalistas, mas mostram-se tranquilos quanto à passagem da manifestação.

Também as esplanadas desta avenida emblemática da capital acolhem algumas pessoas que tomam café enquanto já muitas centenas de manifestantes aderem ao protesto.

Numa altura em que já arrancou o desfile do Marquês de Pombal para o Terreiro do Paço, a circulação de pessoas na Avenida da Liberdade, em Lisboa, já é grande, avistando-se uma multidão até à Praça dos Restauradores.

Em ritmo de passeio, muitas centenas de pessoas de todas as idades deslocam-se nos sentidos da Avenida, em que a presença policial é discreta.

O movimento "Que se lixe a 'troika'" convocou para hoje manifestações em mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro, para pedir o fim das políticas de austeridade.

Com o lema "Que se lixe a 'troika', o povo é quem mais ordena", a manifestação de Lisboa, que conta com o apoio da CGTP, coincide com a presença da delegação da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), na capital, para fazer a sétima avaliação do memorando de entendimento.

A PSP já anunciou que o policiamento para as manifestações vai ser "o adequado e necessário", para garantir a segurança.

As manifestações foram antecedidas por diversos protestos, junto de governantes, quase sempre ao som de "Grândola, Vila Morena".

Ler mais

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."