Lobo d'Ávila e Helder Amaral marcam terreno para o congresso

Terminado o período de tréguas que tinha sido pedido até à despedida de Paulo Portas, ontem no Conselho Nacional, surge a primeira "reserva" de terreno para a discussão no Congresso.

Um conjunto de quadros centristas, entre os quais os Filipe Lobo d'Ávila, deputado porta-voz da Comissão Política Nacional e Hélder Amaral, deputado, assume uma moção para "discutir o futuro do CDS". Entre os subscritores estão também outros deputados, ex-deputados e dirigentes do CDS de vários pontos do país. "Esta moção não é para disputar a liderança, apenas quer discutir o futuro", disse ao DN fonte próxima do grupo que reuniu, em Lisboa, horas antes do Conselho Nacional. Entre os apoiantes desta moção, que ainda não tem definido quem vai ser o primeiro subscritor, está ainda Abel Batista, Raul Almeida, Altino Bessa e João Viegas, entre outros.

Esta é a segunda moção ao congresso a ser anunciada. No final do ano. o vice-presidente do CDS e deputado João Almeida tinha declarado que iria preparar um documento dessa natureza. Também João Almeida afastara qualquer intenção de, com isso, pretender entrar na corrida à liderança. O ex-secretário de Estado do Turismo, e também vice-presidente centrista, é também subscritor desta moção.

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