Zona de Entrecampos vai mudar

Terrenos da antiga feira popular vão receber torres de escritórios e habitação

A área de Entrecampos que durante décadas albergou a Feira Popular vai sofrer uma revolução urbanística.

Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, apresentou hoje a Operação Integrada de Entrecampos, projeto que qualificou como uma "das maiores operações urbanísticas que a cidade de Lisboa conheceu nas últimas décadas". Os terrenos serão destinados sobretudo à construção de escritórios, mas terão também 279 habitações, em regime de venda livre por privados. No local haverá também um jardim de grandes dimensões. Segundo Fernando Medina, a autarquia propõe que "um terço da área dos terrenos da antiga Feira Popular seja um jardim".

A operação - que será financiada, na componente pública, pela venda dos terrenos a privados - prevê ainda a construção de 700 fogos de habitação de renda acessível na zona de Entrecampos (515 construídos pelo município), de um parque de estacionamento público na Avenida 5 de outubro, de três creches e um jardim-de-infância, uma unidade de cuidados continuados e de um centro de dia com valência de lar.

Além dos fogos de construção municipal, que serão erigidos num loteamento (que é propriedade da câmara) na Avenida das Forças Armadas, o plano prevê também a reabilitação e afetação para uso habitacional de 122 novas casas na Avenida da República e Campo Grande, atualmente propriedade da Segurança Social, mas que serão adquiridos pelo município.

Amanhã, o executivo camarário deverá aprovar uma proposta para a abertura de um período de discussão pública do projeto para Entrecampos.

Depois de duas tentativas falhadas, os terrenos da antiga Feira Popular vão ser colocados novamente em hasta pública, mas agora divididos em três parcelas, a que se juntará uma quarta, de um terreno na Avenida Álvaro Pais. Medina remeteu para o próximo mês de setembro a decisão final sobre o processo de venda.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Isabel Moreira ou Churchill

Numa das muitas histórias que lhe são atribuídas, sem serem necessariamente verdadeiras, em resposta a um jovem deputado que, apontando para a bancada dos Trabalhistas, perguntou se era ali que se sentavam os seus inimigos, Churchill teria dito que não: "Ali sentam-se os nossos adversários, os nossos inimigos sentam-se aqui (do mesmo lado)." Verdadeira ou não, a história tem uma piada e duas lições. Depois de ler o que publicou no Expresso na semana passada, é evidente que a deputada Isabel Moreira não se teria rido de uma, nem percebido as outras duas.