Lisboa investe 17 milhões em quartéis de bombeiros

Regimento de Sapadores da capital comemora hoje o Dia da Unidade. Câmara mostra os projetos dos novos edifícios em Marvila, onde ficará o comando, e na Boavista

O Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa vai ter dois novos quartéis até 2021. Um investimento de 17 milhões de euros que vai ser anunciado hoje na comemoração do Dia da Unidade, que assinala os 623 anos do RSB. E que faz parte de uma aposta na renovação dos bombeiros, que mais tarde também deverá chegar ao quartel da Praça da Alegria.

Esta decisão leva a que o edifício onde está o comando do regimento - na Avenida D. Carlos I - vá ficar vazio nessa data, sendo que, sabe o DN, ainda não está tomada nenhuma decisão urbanística ou imobiliária sobre o que poderá surgir naquele espaço. Por outro lado, os novos edifícios serão em Marvila e na Boavista, onde já existem quartéis que serão remodelados.

O investimento da autarquia passa pela construção de novos edifícios ao mesmo tempo que se vai demolir os que existem naquelas áreas, mantendo a operacionalidade dos bombeiros como adiantou ao DN o segundo-comandante do RSB, Tiago Lopes: "Vamos renovar os edifícios. Os que existem vão ver demolidos e construímos novos. Vamos fazer uma construção por etapas, para que os serviços nunca fiquem em causa. Vai ser sequencial. Por exemplo, a escola só será demolida depois de a nova estar construída [será em Marvila]." Neste caso, aliás, a autarquia vai reforçar as valências do local onde os futuros bombeiros fazem a sua formação.

"Ao nível dos locais de treino vamos ter as valências de que as novas técnicas e táticas necessitam. Vamos poder simular situações muito reais, seja de resgate, desencarceramento ou incêndio", adiantou ainda o mesmo responsável.

Outro dos aspetos que vão ser melhorados com a aposta na renovação destas infraestruturas é a própria solidez dos edifícios. "Os quartéis dos bombeiros têm de ter uma resistência diferente dos outros locais - por exemplo se houver um sismo têm de se manter de pé. Além disso, têm de ter reserva de água e capacidade de alojar pessoas se for preciso", sublinhou o segundo-comandante do RSB.

O comando do regimento, que agora está na Avenida D. Carlos I, vai passar para Marvila, tal como a companhia de comandos de serviços, os meios de reserva do RSB e a escola - tudo numa área de construção dos novos edifícios de 17 mil metros quadrados, mantendo-se mil metros quadrados dos atuais edifícios. Para o quartel da Boavista irá a 1.ª companhia que agora está na D. Carlos I.

Edifício da D. Carlos sem futuro

Com as decisões sobre as movimentações das diversas valências e companhias já tomadas - apesar de as mudanças só irem ser efetuadas de acordo com o final das obras -, falta saber qual o futuro do atual quartel onde está o comando do RSB, instalado numa das zonas centrais de Lisboa - perto da Assembleia da República. Segundo sabe o DN, ainda nada está previsto para aquele espaço, até porque falta saber onde vai ficar a eventual saída da linha do metropolitano que irá passar na zona. É que pode ser no passeio ou no espaço interior do edifício. Por isso, só depois de ser conhecido esse trajeto é que a autarquia pode saber como planear o futuro do edifício.

Mas, para já, avançam os planos de reestruturação do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Projeto que tem como base um conceito de dividir em três áreas o regimento: infraestruturas, equipamentos e unidades especiais. O objetivo é manter vários pequenos quartéis na cidade, como adiantou o segundo-comandante Tiago Lopes, para uma resposta rápida. "Temos de chegar depressa aos locais", frisou.

No âmbito desta renovação os meios que estão no quartel da Praça da Alegria deverão passar para as instalações do Martim Moniz, indo alguns dos serviços que estão agora na Avenida D. Carlos I passar para a Praça da Alegria.

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