Lisboa Capital Verde Europeia: "É uma bandeira da sustentabilidade para a cidade"

Fernando Medina agradeceu nesta quinta-feira em Nijmegen (Holanda) a confiança dada a Lisboa, que será a "Capital Verde Europeia" em 2020

Quando o comissário europeu para o Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, anunciou nesta quinta-feira que Lisboa vai ser a "Capital Verde Europeia" em 2020, foi grande a festa da comitiva portuguesa na cidade holandesa de Nijmegen, entre abraços e comoção.

Fernando Medina subiu ao palco com a comitiva, em que se contava também José Sá Fernandes, vereador da Estrutura Verde e Energia, e um dos maiores entusiastas da candidatura, e agradeceu "muito a confiança dada a Lisboa com este prémio, que é a passagem de uma bandeira para Lisboa, a bandeira da sustentabilidade". "Sabemos bem quais são as nossas responsabilidades. Vamos fazer tudo para manter esta bandeira da sustentabilidade", assegurou. Esta é a primeira vez que uma cidade do Sul da Europa vence o concurso.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que segurava o troféu e um cheque de 350 mil euros, agradeceu ainda "a todas as instituições que colaboraram com a CML" nesta candidatura, prestando um "especial agradecimento ao primeiro-ministro António Costa" que, Medina fez questão de mencionar, "foi meu antecessor na câmara e que iniciou este processo". Esta, recorde-se, foi a terceira vez que Lisboa concorreu a "Capital Verde Europeia", a segunda consecutiva.

Fernando Medina dedicou ainda uma palavra para cidades europeias como Ghent (Bélgica) e Lahti (Finlândia), as outras cidades que tinham sido escolhidas para a decisão final nesta iniciativa dedicada a cidades com mais de 100 mil habitantes: "Não somos concorrentes, somos todos parceiros para fazer um futuro melhor."

Com Mariana Pereira

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?