Jovens turcos entregues ao combate parlamentar

Pedro Nuno Santos é o único que Costa leva para o governo. Entre as ausências do novo executivo, destaque para Perestrello, Silveira e Lacão

Vão estar na primeira linha do combate político, mas António Costa só leva um para o governo. Dos chamados jovens turcos apenas Pedro Nunos Santos foi chamado para o executivo. Para assumir a Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, pasta que exigirá negociação permanente com a esquerda. No Parlamento, onde o próprio líder socialista se destacou durante o primeiro governo (também minoritário) de António Guterres.

E os restantes? Com Fernando Medina e Duarte Cordeiro na Câmara de Lisboa, sobravam Ana Catarina Mendes, João Galamba e Pedro Delgado Alves. A primeira vai mandar no partido (vai ser secretária-geral adjunta e é a primeira vice-presidente do grupo parlamentar), o segundo vai fazer marcação a Passos e Portas como porta-voz e o último continua a ser pivô na agenda fraturante.

Do elenco governamental apresentado a Cavaco ressaltam outras ausências. Marcos Perestrello, líder da Federação de Lisboa, teve divergências internas com Costa sobre a própria distrital e não é entusiasta da solução de governo com apoio da esquerda. João Tiago Silveira também teve desentendimentos com o líder socialista e tem como prioridades a carreira profissional e a conclusão do doutoramento. Porfírio Silva continua como deputado. Jorge Lacão, ideólogo do programa do PS na área da Administração Interna, também não terá assento no Conselho de Ministros.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.