Jovens turcos entregues ao combate parlamentar

Pedro Nuno Santos é o único que Costa leva para o governo. Entre as ausências do novo executivo, destaque para Perestrello, Silveira e Lacão

Vão estar na primeira linha do combate político, mas António Costa só leva um para o governo. Dos chamados jovens turcos apenas Pedro Nunos Santos foi chamado para o executivo. Para assumir a Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, pasta que exigirá negociação permanente com a esquerda. No Parlamento, onde o próprio líder socialista se destacou durante o primeiro governo (também minoritário) de António Guterres.

E os restantes? Com Fernando Medina e Duarte Cordeiro na Câmara de Lisboa, sobravam Ana Catarina Mendes, João Galamba e Pedro Delgado Alves. A primeira vai mandar no partido (vai ser secretária-geral adjunta e é a primeira vice-presidente do grupo parlamentar), o segundo vai fazer marcação a Passos e Portas como porta-voz e o último continua a ser pivô na agenda fraturante.

Do elenco governamental apresentado a Cavaco ressaltam outras ausências. Marcos Perestrello, líder da Federação de Lisboa, teve divergências internas com Costa sobre a própria distrital e não é entusiasta da solução de governo com apoio da esquerda. João Tiago Silveira também teve desentendimentos com o líder socialista e tem como prioridades a carreira profissional e a conclusão do doutoramento. Porfírio Silva continua como deputado. Jorge Lacão, ideólogo do programa do PS na área da Administração Interna, também não terá assento no Conselho de Ministros.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.