Já houve Barack Obama e Ronaldo no São Luiz

Luís Franco Bastos tem uma "doença crónica": imita vozes. No programa da RTP Os Contemporâneos, o humorista já mostrou por diversas vezes o seu dom. Porém, desta vez, como explica uma das autoras da peça Papel Químico, Joana Marques, Luís Franco Bastos "conta a história da sua vida". Ficcionada, claro.

No Teatro São Luiz, o humorista conta que sofre de uma "doença de imitação crónica" e, à medida que se desenrola a sua história, as personagens começam a tomar conta dele.

Além das personalidades que costuma imitar, como Alberto João Jardim, José Sócrates ou Cristiano Ronaldo, Luís imitou pela primeira vez o presidente norte-americano Barack Obama.

As personagens dominam tanto a vida do Luís que este começa a ser consumido. No final da peça, quase que não existe.

Segundo Joana Marques explicou ao DN, "o primeiro-ministro José Sócrates está muito presente nesta peça". O São Luiz é uma espécie de teatro talismã para Luís Franco Bastos, que ali venceu a primeira edição do concurso Cómicos de Garagem - Novos Humoristas, organizado pelas Produções Fictícias.

Joana Marques acredita que "faz todo o sentido" este espectáculo fazer parte das festas, porque "esta também é uma peça de Lisboa". Os preço dos bilhetes é de 10 euros, podendo ser mais baratos, pois são aplicados os descontos habituais do S. Luiz. O "porreiro, pá" de Sócrates ou o "bom jogo" de Cristiano Ronaldo podem ser vistos (e ouvidos) até amanhã.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Falem do futuro

O euro, o Erasmus, a paz. De cada vez que alguém quer defender a importância da Europa, aparece esta trilogia. Poder atravessar a fronteira sem trocar de moeda, ter a oportunidade de passar seis meses a estudar no estrangeiro (há muito que já não é só na União Europeia) e - para os que ainda se lembram de que houve guerras - a memória de que vivemos o mais longo período sem conflitos no continente europeu. Normalmente dizem isto e esperam que seja suficiente para que a plateia reconheça a maravilha da construção europeia e, caso não esteja já convertida, se renda ao projeto europeu. Se estes argumentos não chegam, conforme o país, invocam os fundos europeus e as autoestradas, a expansão do mercado interno ou a democracia. E pronto, já está.