Irmãs luso-canadianas querem construir escola na Tanzânia

Duas irmãs luso-canadianas criaram a Fundação Hakuna Matata (Não Há Preocupações) e pretendem "construir uma escola na Tanzânia", disseram as próprias à agência Lusa.

Daisy e Aimee Macedo, de 31 e 29 anos, respetivamente, irmãs, e empresárias do ramo vinícola, estiveram em Arusha, capital da Tanzânia, em janeiro de 2012, onde durante três semanas, num trabalho de voluntariado, ajudaram crianças dos quatro aos 12 anos de idade a desenvolver o seu inglês.

"Desde criança que tinha o sonho de ajudar as crianças em África. Quando lá estive apaixonei-me pela causa e prometi continuar a fazê-lo", afirmou Daisy Macedo, em declarações à Lusa.

Aquela passagem pela escola/orfanato NELITO - New Life Together (Uma Nova Vida Juntos) ficou-lhes "no coração", o que as levou a organizar todos os anos um evento de angariação de fundos para apoiar aqueles meninos necessitados.

Na mais recente campanha conseguiram cerca de dez mil dólares (sete mil euros), verba que está a ser disponibilizada para a aquisição de material escolar, mobílias, roupas, brinquedos e outros artigos indispensáveis. Foi também adquirido o terreno para avançarem com a construção de uma nova escola de dois hectares avaliada em 20 mil dólares (14 mil euros).

No início, pretendiam "ajudar mais com material escolar e nos salários dos professores do orfanato", mas quando lá estiveram constataram que os meninos "tinham outras necessidades maiores", explicou Aimee Macedo.

Para o próximo dia 01 de novembro têm já prevista uma nova campanha de angariação de verbas, com realização de um baile com máscaras, onde todos estão convidados.

Daisy recordou que todo este trabalho é feito nos tempos livres, mas fazem-no "com muita dedicação", e também reconheceu o papel importante da sua família e das comunidades lusófonas no Canadá.

"Temos muita sorte de viver aqui, lá elas (crianças) não têm muitos dos bens que temos, como é o caso de água potável, ou até mesmo os cuidados de saúde", reconheceu Aimee.

Já se encontra online uma página da Fundação Hakuna Matata para todos aqueles que queiram ajudar na construção da escola, que deve estar pronta em dois anos.

A Tanzânia está localizada na África Austral e faz fronteira com Moçambique. Segundo dados do Banco Mundial, em 2012 tinha cerca de 48 milhões de habitantes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.