Inspetores do SEF admitem "posições mais duras"

Os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) exigem que o Governo retome as negociações para a revisão da lei orgânica e do estatuto de pessoal, admitindo tomar "posições mais duras" se houver mais adiamentos.

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Acácio Pereira, disse à Lusa que "o Governo tem demonstrado uma indecisão incompreensível e, se os adiamentos se mantiverem, sem uma resolução para os problemas, serão tomadas posições mais duras".

Em declarações à Lusa, Acácio Pereira explicou que "endurecer as medidas de luta pode passar por manifestações, greve às horas extraordinárias e a greve será o último recurso".

Em negociação com a tutela está a negociação da Lei Orgânica do SEF e o Estatuto de Pessoal, bem como "o sinal negativo dado pelo Orçamento Retificativo 2012 que discrimina negativamente os inspetores do SEF ao não contemplar a possibilidade de promoções, ao contrário do que acontece com os demais serviços e forças de segurança".

No congresso, que se realizou hoje na Foz do Arelho, os inspetores do SEF decidiram também, por unanimidade, exigir a urgente abertura de concurso para ingresso na carreira inspetiva do SEF, em que a última admissão aconteceu em 2004.

"Temos um défice enormíssimo de pessoal. É urgente admitir mais gente", alertou, admitindo que "compromete a atividade operacional do serviço e a expetável renovação".

Acácio Pereira disse que "cada vez são menos para fazer o mesmo ou ainda mais tarefas", o que implica "o sacrifício pessoal dos inspetores".

"A máxima do Governo de 'fazer mais com menos' já é velha. Há muito tempo que com pouco, fazemos muito", afirmou, lembrando que os 795 inspetores do SEF são responsáveis pelo controlo das fronteiras externas (aéreas e marítimas), o controlo e a regularização da permanência de cidadãos estrangeiros em Portugal e a investigação de crimes de auxílio à imigração ilegal.

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