Infraestruturas de Portugal garante que rede ferroviária é segura

Um relatório, hoje divulgado, concluiu que mais de metade das vias férreas tem um desempenho medíocre ou mau

A Infraestruturas de Portugal (IP) garante que a rede ferroviária nacional é segura, com desempenho "globalmente positivo", apesar de um relatório ter concluído que mais de metade das vias férreas tem um desempenho medíocre ou mau.

Segundo o relatório do estado da infraestrutura de maio de 2017 e que diz respeito a 2016, divulgado hoje pelo jornal Público, quase 60% das vias férreas portugueses têm um índice de desempenho medíocre ou mau.

Em pior estado, segundo o jornal, estão os troços Ovar-Gaia (Linha do Norte), Tua-Pocinho (32 quilómetros na Linha do Douro) e a via estreita de Espinho a Oliveira de Azeméis e de Aveiro a Sernada do Vouga (68 quilómetros).

"Para incrementar o nível da infraestrutura ferroviária, a IP está a desenvolver o maior programa de investimentos das últimas décadas na modernização da rede ferroviária nacional", termina a empresa

Numa nota enviada às redações, a IP garante que "a rede ferroviária nacional é segura sendo o seu desempenho globalmente positivo".

Segundo a empresa, em 2016 a rede ferroviária nacional encontrava-se, "em termos médios, num estado de condição razoável, (avaliado em 5,3 numa escala entre 0 e 8) significando que em geral está adequada aos requisitos de exploração".

De acordo com a IP, o estado das vias "constitui somente um dos 9 (nove) parâmetros avaliados neste relatório, sendo que todos os restantes indicadores de desempenho são francamente mais positivos".

"Para incrementar o nível da infraestrutura ferroviária, a IP está a desenvolver o maior programa de investimentos das últimas décadas na modernização da rede ferroviária nacional", termina a empresa.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.