Marcelo apoia eventuais mudanças legislativas para "retocar" o que já foi feito

Acrescentou que se deve "tirar efeito útil" do relatório acerca dos incêndios de outubro

O Presidente da República defendeu hoje que há que "tirar efeito útil" do relatório sobre os incêndios de outubro e afirmou desde já que apoia eventuais alterações legislativas para "retocar" o que já foi feito nesta matéria.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas à saída de uma iniciativa na sede da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, referiu que leu o relatório durante a noite e verificou que "já analisa medidas que entretanto foram tomadas" e contém "algumas recomendações que vão além das recomendações do primeiro relatório".

"Se se entender - mas isso é uma decisão política, naturalmente, da Assembleia da República e do Governo - que há aspetos a rever ou a retocar, em função das novas recomendações, sabe-se que o Presidente da República está disponível, sendo diplomas legais, para, naturalmente, dar o seu apoio àquilo que for feito", declarou.

O chefe de Estado repetiu várias vezes esta mensagem de apoio a eventuais alterações legislativas, considerando que "é preciso, naturalmente, como aconteceu com o primeiro relatório, retirar as consequências, ponderar as consequências daquilo que ali é recomendado - e há muitas recomendações".

"Se, porventura, nessa ponderação, a Assembleia da República, o Governo, entenderem que há aspetos a rever ou a retocar no que já foi feito, em função do novo relatório, sabem que contam com o apoio do Presidente da República. E é isso que eu tenho a dizer", acrescentou.

"Se exigir intervenção legislativa, sabe-se que conta com o apoio do Presidente", reforçou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.