Costa avisa que Estado não será capturado por cartéis e haverá meios aéreos

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Estado não se deixará "capturar por cartéis" ligados a empresas de meios aéreos e que este verão esses meios estarão disponíveis a tempo e horas "custe o que custar".

António Costa falava aos jornalistas na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), em Carnaxide (Oeiras), tendo ao seu lado o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, após uma reunião de trabalho sobre a preparação do dispositivo especial de combate aos incêndios.

Interrogado sobre os meios aéreos que estarão disponíveis para o combate no próximo verão, o líder do executivo respondeu: "Há uma coisa que gostaria de deixar claro, é que pode ser que as autoridades reguladoras e judiciais não ajam atempadamente para desfazer os cartéis que querem capturar o Estado".

"Mas o Estado não será capturado e teremos os meios aéreos a tempo e horas custe a quem custar - e vai custar, porque não é aceitável que alguém queira transformar a segurança das populações numa ameaçada ao Estado", declarou.

O PCP quer ouvir o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e o presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Mourato Nunes, sobre "a preparação, meios e respostas previstas para a fase mais crítica de incêndios que se aproxima", na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais.

Num requerimento entregue esta sexta-feira de manhã, o grupo parlamentar comunista nota que "informações e relatos" que chegaram aos deputados do partido "dão conta de atrasos que se verificam na preparação da proteção civil para a época mais crítica de incêndios".

Segundo o deputado Jorge Machado, numa intervenção no plenário da Assembleia da República, notou que a discussão sobre a proteção civil "não pode estar refém de calendários mediáticos nem pode ser discutida à margem dos agentes de proteção civil".

"No que à proteção civil diz respeito, estamos piores do que estávamos no ano passado", atirou Jorge Machado, antecipando a entrega do requerimento para ouvir Eduardo Cabrita e Mourato Nunes.

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