Incêndio em armazém em Santos em fase de rescaldo

O incêndio que deflagrou hoje de manhã num armazém em Santos, Lisboa, entrou em fase de rescaldo cerca das 13:00, adiantou no local o vereador da Segurança da Câmara Municipal de Lisboa.

O fogo deflagrou pelas 11.00 num armazém da rua do Instituto Industrial, uma perpendicular à Avenida 24 de Julho, onde estava guardado material de construção, disse Carlos Castro. De acordo com o vereador, o incêndio não provocou feridos.

No entanto, dois bombeiros tiveram que "ser acompanhados", não tendo Carlos Castro adiantado a razão.

Os bombeiros tentaram evitar que as chamas alastrassem a um stand de automóveis. No entanto, as chamas propagaram ao local, tendo provocado alguns danos: o telhado ruiu, destruindo os carros que estavam no interior, segundo verificou a Lusa no local.

O incêndio afetou ainda um edifício situado do outro lado da rua do que ardeu, onde funciona uma discoteca.

Ainda não se conhecem as causas do incêndio.

Para o fogo foram mobilizados 70 bombeiros apoiados por 20 carros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?