Hospital de Cascais defende regulamento que proíbe tatuagens e perfume

Sindicato tinha classificado partes do novo regulamento como "intolerável num estado democrático". Hospital responde dizendo que prioridade é "qualidade e segurança do serviço"

O Hospital de Cascais defendeu, numa nota enviada às redações, o novo regulamento da unidade que foi criticado esta sexta-feira de manhã por proibir, entre outras coisas, tatuagens e perfumes.

"O Hospital de Cascais lamenta a forma exacerbada como tem sido lido nas últimas horas parte do regulamento divulgado", começa por referir a nota. O hospital defende que tanto a unidade como o grupo a que pertence (é uma PPP gerida pelo grupo Lusíadas), promovem "a integração e a diversidade, promovendo igualmente o serviço público de qualidade", o que inclui, respeitar "normas e requisitos, sobejamente conhecidos, de controlo de infeção".

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul divulgou na sua página as críticas ao novo regulamento que proíbe também sandálias e saias curtas e recomenda joias "simples e discretas".

O hospital argumenta que o regulamento existe para promover "a qualidade e segurança de serviço que os utentes nos merecem, e aquilo que a população espera de nós, implica que seja mantido um ambiente de respeito pelos utentes e que sejam conhecidas por todos os profissionais normas de conduta".

"Respeitar o público, as pessoas que servimos e os nossos profissionais são prioridades do Hospital", conclui a nota.

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