Hospitais atrasam cirurgias a doentes

Unidades com atrasos injustificados nas cirurgias prescritas aos seus pacientes estão a boicotar-lhes a possibilidade de serem operados noutros estabelecimentos hospitalares

Só o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), que integra os hospitais de Penafiel e de Amarante, está a impedir a operação a mais de meio milhar de doentes, relata o Jornal de Notícias na sua manchete de hoje. Este é o número de casos que estão classificados como "pendentes", por forma a evitar que os tempos máximos de espera sejam ultrapassados. Segundo a mesma notícia, os registos informáticos do Ministério da Saúde confirmam que isto é o que está a ser feito.

No CTHS estão cerca de 13 mil doentes em lista de espera para a primeira consulta, quatro mil que aguardam cirurugia e mais de 500 com processos pendentes. Também no Centro Hospitalar do Baixo Vouga foram detetados agendamentos falsos para contornar os prazos máximos impostos por lei, como o JN já havia noticiado.

Confrontado com estes factos, o Ministério da Saúde adiantou ao Jornal de Notícias que "irá providenciar auditorias internas transversais relativas ao tema da gestão dos tempos de execução do programa de vales-cirurgia".

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