Homem morre carbonizado em queimada descontrolada

Quando os bombeiros chegaram ao incêndio a vítima já estava sem vida

Um homem de 65 anos morreu hoje carbonizado em Amêndoa, no concelho de Mação, devido a uma queimada que estaria a fazer e que se descontrolou, propagando-se a mato contíguo à sua horta, disse fonte dos bombeiros.

"Fomos chamados para uma queimada descontrolada em Monte Fundeiro, na freguesia de Amêndoa, e, quando os bombeiros começaram a combater o fogo, viram que estava lá no meio um homem carbonizado, já cadáver", disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Mação, no distrito de Santarém.

Segundo Pedro Jana, o homem "estaria a fazer uma queimada de sobrantes nos terrenos da sua horta" e o "tempo seco e o vento que se fazia sentir propagaram as chamas a uma zona de mato e silvados ali existentes", tendo o sinistrado perdido o controlo da mesma.

"Fomos chamados cerca das 14:00 e foram necessárias três viaturas para apagar o incêndio, mas os bombeiros já não conseguiram salvar o homem, que já estava cadáver", observou, acrescentando que a Polícia Judiciária esteve no local e que o sinistrado acabou por ser transportado para a morgue do hospital de Abrantes.

O comandante disse ainda que "as queimadas descontroladas têm originado várias ocorrências no concelho", tendo apelado a que se tenha o "máximo de cuidado e precaução" com estes procedimentos "ou não as fazer, de todo".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.