Há seis universidades portuguesas entre as melhores do mundo

No maior estudo sobre instituições do ensino superior do mundo Aveiro, Coimbra, Lisboa, Minho, Nova de Lisboa e Porto destacaram-se.

Um estudo da U-Multirank, revelado hoje pelo Jornal de Notícias, avaliou o desempenho das instituições de ensino superior através de 31 indicadores, agrupados em cinco grandes áreas: ensino/aprendizagem, investigação, transferência de conhecimento, orientação para internacionalização, envolvimento regional. As seis universidades portuguesas de Aveiro, Coimbra, Lisboa, Minho, Nova de Lisboa e Porto, destacaram-se nessas cinco áreas, nomeadamente na investigação.

O estudo analisou o desempenho em cada um dos 31 indicadores e apurou as cinco instituições melhor classificadas, entre as quais estão três portuguesas: a Universidade Fernando Pessoa, no indicador publicações interdisciplinares, inserido na área da investigação; e o Politécnico de Lisboa e Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, que sobressaem nas publicações conjuntas regionais, incluído na área do envolvimento regional.

A análise revela, no entanto, falhas na transferência de conhecimento e no ensino e aprendizagem.

Esta foi a segunda edição do maior estudo sobre instituições do ensino superior do mundo. Foi financiado pela União Europeia e envolveu mais de 1200 instituições do ensino superior de 85 países. Cada instituição pode apostar em áreas de especialização diferentes e, como tal, os autores do estudo salientam que não pretendem simplesmente fazer o ranking das melhores universidades do mundo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.