Greve geral: Jerónimo apela à mobilização

O secretário-geral do PCP apelou hoje à participação dos que "hesitam e têm dificuldades" na greve geral de 22 de março e acusou "os grandes meios de comunicação social" de estarem a "silenciar" a iniciativa da CGTP.

"Hoje, perder um dia de salário custa muito, mas devemos apelar. Sim, custa muito perder um dia de salário, mas custará muito mais perder sete dias em férias e feriados, custa mais perder a retribuição das horas "extra', custa mais perder a segurança no emprego, com a facilitação e embaratecimento dos despedimentos, custa mais perder o contrato, custa muito mais trabalhar mais e receber menos um ano inteiro, que eles querem que seja para uma vida toda para as novas gerações de trabalhadores", afirmou Jerónimo de Sousa.

Numa intervenção num plenário regional de quadros para preparar o XIX Congresso do PCP, no Pinhal Novo, o líder comunista dramatizou o apelo à participação na greve geral.

"Devemos, àqueles que hoje hesitam e têm dificuldades, dizer claramente, de ti depende a importância desta greve geral, é do futuro dos direitos que estamos a tratar no dia 22 de março", disse.

"Esta greve precisa de mais de nós, no esclarecimento, na mobilização, na participação, ela está a ser silenciada e desvalorizada particularmente pelos grandes meios de comunicação social, os trabalhadores estão a receber pressões", acrescentou.

O secretário-geral comunista apontou a greve geral de 22 de março como "tarefa prioritária" do partido, afirmando que este "não se substituirá à CGTP, aos seus dirigentes, delegados e ativistas sindicais".

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.