Greve nacional de professores mantém-se

Governo e FENPROF não chegaram a princípio de entendimento. Custo de contar tempo de serviço passado dos docentes rondaria 600 milhões de euros adicionais.

A reunião de última hora entre representantes do Ministério da Educação e das Finanças e sindicatos de professores não evitou a greve de amanhã, que se mantém de pé

Considerar tempo dos docentes duplicaria a fatura.

No entanto, para além das objeções jurídicas que colocou a essa contagem, o governo tem outro obstáculo concreto à aproximação à posição dos professores: o custo que a contabilização dos nove anos de congelamento teria em termos orçamentais. De acordo com estimativas do governo, às quais o DN teve acesso, a aplicação da medida implicaria, só para corresponder às expectativas dos docentes, duplicar de 600 para 1200 milhões os custos estimados do descongelamento das carreiras. E seria aumentado ainda em perto de 400 milhões, elevando o bolo total para 1,6 mil milhões, dado o impacto que essa contagem teria noutros setores profissionais, nomeadamente nas polícias e nas forças armadas.

Mesmo sem contagem do tempo de serviço para trás, o descongelamento da carreira dos docentes custará, segundo os números do governo, 90 milhões de euros já em 2018, aos quais se somarão 83 milhões em 2019, 30 em 2020 e 60 milhões em 2021.

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