Governo rejeita que haja figurantes contratados

Universidade de Aveiro é responsável por perguntas e participantes na sessão, garante o ministro Pedro Marques

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas afirmou hoje que as perguntas e os participantes numa sessão este domingo, para assinalar os dois anos de Governo, são da responsabilidade da Universidade de Aveiro, rejeitando que haja pessoas contratadas.

"A existência da iniciativa é da responsabilidade do Governo, agora, o formato da iniciativa, quanto às perguntas que vão ser feitas, à amostra das pessoas que lá estarão ou à natureza dos temas a abordar pelas pessoas há de ser da responsabilidade daquela Universidade [de Aveiro]", disse hoje Pedro Marques na Guarda, à margem da cerimónia de adjudicação da empreitada de modernização do troço Covilhã - Guarda, na Linha da Beira Baixa.

O jornal Sol noticiou hoje que o Governo liderado por António Costa vai pagar 36.750 euros a um grupo de 50 cidadãos, que participa num estudo na Universidade de Aveiro e depois vai fazer perguntas ao executivo.

Na plataforma dos contratos públicos online consta um contrato, no valor referido, referente à "aquisição de serviços de recrutamento de participantes para integrar um estudo quantitativo e uma sessão pública no âmbito da iniciativa de avaliação do segundo ano em funções do XXI Governo Constitucional", realizado com a Aximage Comunicação e Imagem Lda.

Um segundo contrato, este no valor de 19.000 euros, foi realizado com a Universidade de Aveiro tendo como objeto a "aquisição de serviços de desenho, realização de estudo quantitativo e moderação do grupo de inquiridos" no âmbito da mesma iniciativa.

A iniciativa ocorre no âmbito do Conselho de Ministros extraordinário que se realiza este domingo para assinalar os dois anos do Governo.

"Aquilo que é da nossa responsabilidade, com certeza, é criar condições para a execução do Programa de Governo que previa que fossemos tendo regularmente momentos de avaliação com os cidadãos, participação cidadã na avaliação da execução do Programa de Governo e na avaliação das prioridades de futuro para o país. É o que estaremos a fazer amanhã com um parceiro muito credível a garantir toda a regularidade da iniciativa, toda a formação da iniciativa que é a Universidade de Aveiro", disse Pedro Marques.

Nas declarações aos jornalistas, o governante rematou: "Estamos muito confortáveis com o parceiro que este ano está connosco, sendo que o ano passado também já realizámos a iniciativa nos mesmos moldes, na altura com o ICS, em Lisboa".

Pedro Marques diz que a sessão a realizar no domingo "é uma sessão prevista no Programa de Governo"

"Contratámos, isso sim uma Universidade que desenvolve de forma autónoma todo o regime que estará associado a estas questões que serão colocadas ao Governo, que desenvolve de forma autónoma a seleção da amostra das pessoas que devem ser convocadas e chamadas para esta sessão com o Governo", disse.

Segundo o ministro, na sessão, o Governo "terá uma Universidade a dar credibilidade, a credenciar o trabalho que ali será feito".

Estas pessoas são selecionadas nesse contexto e as perguntas que serão feitas nós não as conhecemos, como é evidente

Pedro Marques esclareceu ainda que as pessoas são escolhidas, são selecionadas, e é garantida a sua presença, no contexto de uma empresa de amostragem que foi para o efeito também selecionada.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".