Governo atribui 1,5 mil milhões à investigação científica e ligação a empresas

Até 2020 pretende-se aumentar o investimento em Investigação e Desenvolvimento em percentagem do PIB para um valor entre 2,7 e 3,3%

Portugal vai investir até 2020 mais de 1,5 mil milhões de euros na capacitação de instituições científicas e tecnológicas e reforço da cooperação destas com as empresas, segundo o Programa Nacional de Reformas hoje aprovado.

Ao todo, disse o ministro do Planeamento em conferência de imprensa, o Programa vai absorver 25 mil milhões de euros até 2020, sendo cerca de metade em fundos comunitários e 6,7 mil milhões em comparticipação nacional.

Até 2020 pretende-se aumentar o investimento em Investigação e Desenvolvimento em percentagem do PIB para um valor entre 2,7 e 3,3%, depois de já se ter atingindo em 2009 1,58% do PIB e de se ter descido continuamente a partir de 2010 (1,39 por cento em 2014), segundo o Programa Nacional de Reformas (PNR).

Pretende-se, diz-se ainda, promover a Investigação e Desenvolvimento e a transferência de conhecimento para as empresas, através de "Laboratórios Colaborativos" e Centros Tecnológicos e de Engenharia.

É objetivo ainda internacionalizar e capacitar as infraestruturas e promover o reequipamento científico e tecnológico.

Quer-se nomeadamente, segundo o PNR, reforçar a capacidade dos centros tecnológicos e das empresas com "recursos humanos altamente qualificados (contratados por empresas e "laboratórios colaborativos"), e estabelecer contratos de inovação empresarial e de investigação e desenvolvimento empresarial.

"Reforço da capacidade dos 57 centros de Investigação e Desenvolvimento através do apoio a mais de 2.500 projetos que promovam o aumento da produção científica e tecnológica de qualidade reconhecida internacionalmente", é também preconizado no documento.

O PNR salienta que mesmo tendo em conta "os investimentos realizados no reforço das qualificações e na recuperação do atraso científico e tecnológico nas últimas décadas", há ainda por aproveitar "um enorme potencial de recursos" para a construção de uma economia mais competitiva, inovadora e regionalmente coesa.

"É necessário fomentar a relação entre ciência e tecnologia e a inovação, com a implementação de ações de reforço e promoção da interoperabilidade dos repositórios, das redes e infraestruturas científicas digitais, na economia para retomar a trajetória de diversificação das exportações, promovendo uma maior incorporação de valor nacional, reforçando as dinâmicas de substituição de importações e de promoção do consumo de produtos nacionais", diz-se no documento.

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