GNR procura dois homens em fuga após abalroarem quatro carros no Fundão

Suspeitos de roubarem um automóvel desobedeceram a uma ordem de paragem das autoridades, abalroaram quatro carros e fugiram depois a pé. Uma mulher ficou com ferimentos ligeiros

A GNR está a levar a cabo, no Fundão, uma operação de busca e patrulhamento para tentar encontrar dois suspeitos do furto de um veículo, que hoje desobedeceram a uma ordem de paragem, abalroando quatro carros, na fuga.

"No seguimento de uma informação sobre um carro furtado, a GNR deu ordem de paragem ao veículo em causa, mas os dois indivíduos, que estavam com o carro, desobedeceram e tentaram colocar-se imediatamente em fuga. Nas manobras, abalroaram quatro veículos - designadamente uma viatura da GNR -, e acabaram depois por fugir a pé", disse à agência Lusa o oficial de relações públicas do Comando Territorial da GNR de Castelo Branco, tenente-coronel Fernando Miranda.

De acordo com este responsável, o sucedido ocorreu cerca das 12:40 no parque de estacionamento do hipermercado Modelo-Continente, e uma senhora que estava no local acabou por ficar com ferimentos ligeiros.

"Um dos carros abalroados embateu no carrinho de compras da senhora e ela acabou por cair, tendo sido assistida no local e depois encaminhada para o Hospital da Covilhã", acrescentou a mesma fonte.

As autoridades ainda não têm indicação sobre a identidade dos indivíduos, mas sabem que o carro em que circulavam foi furtado há cerca de uma semana, na zona de Vila Real.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.