GNR e Guarda Civil juntas na fronteira de Chaves para prevenir acidentes

"A aposta da GNR é no patrulhamento preventivo, de visibilidade", refere o comandante do Destacamento de Trânsito de Vila Real

A GNR e a Guarda Civil espanhola juntaram-se hoje, na zona da fronteira entre Chaves e Verín, numa operação que visa prevenir a sinistralidade rodoviária e ajudar os emigrantes a viajar com segurança nesta quadra natalícia.

Na zona da portagem eletrónica destinada a estrangeiros, instalada na Autoestrada 24 (A24), junto a Chaves, notou-se esta manhã um grande aumento de trânsito provocado essencialmente pelos emigrantes que regressam a casa para o Natal.

Os operacionais da GNR e da Guarda Civil juntaram-se hoje para uma patrulha conjunta com o objetivo de prevenir a sinistralidade rodoviária.

"A aposta da GNR é no patrulhamento preventivo, de visibilidade. Temos as patrulhas colocadas em locais estratégicos onde se prevê uma maior afluência de trânsito com o objetivo de prevenir e dissuadir os condutores a praticarem manobras perigosas e distrações que, por norma, se verificam ao volante, nomeadamente o uso do telemóvel", explicou aos jornalistas o comandante do Destacamento de Trânsito de Vila Real, capitão Micael Lopes.

O chefe do Destacamento de Tráfego de Verín, tenente Juan Carlos Nogueiras Iglesias, acrescentou que a troca de informações com a GNR "é permanente e constante" e destacou a importância destas patrulhas conjuntas, numa altura em que as estradas espanholas são "ponto de passagem obrigatória" para os emigrantes portugueses.

Em situações de aumento de trânsito em direção à fronteira, a Guarda Civil alerta a GNR que encaminha militares para os pontos onde se podem formar situações de menor fluidez, como a zona de paragem da portagem eletrónica na A24, onde os estrangeiros acionam o sistema "easytoll", solução de pagamento automático de portagens eletrónicas com a associação de um cartão bancário à matrícula da viatura.

O tenente Nogueiras Iglesias chamou a atenção para o facto de muitos acidentes ocorreram já na fase final da viagem, em que o cansaço se acumula e a ânsia de chegar faz com que os automobilistas não parem para descansar.

Nesta zona de fronteira, o clima é também adverso, com muitos bancos de nevoeiro e formação de gelo nas estradas.

Por sua vez, Micael Lopes referiu que se tem verificado um "excesso de distrações ao volante", nomeadamente o uso de telemóveis, até para o acesso às redes sociais, o que, alertou, provoca distrações que podem originar acidentes.

O objetivo da operação conjunta é, segundo os dois operacionais, que "todos os que fazem à estrada neste Natal cheguem a casa em segurança".

O emigrante Vítor Madureira viaja com a família da Bélgica com destino a Espinho.

Numa viagem de quase dois mil quilómetros disse que opta por parar a meio para dormir. Explicou que é uma precaução de segurança e referiu que é bom ver os guardas nas estradas.

Orlando Mendes, em viagem da Suíça para Vizela, garantiu que conduz com "calma e cuidado" e que para regulamente para descansar, esticar as pernas e beber um café.

Referiu ainda que ver a GNR e a Guarda Civil nas estradas obriga os automobilistas a conduzirem com mais cuidado.

Um desses automobilistas era Vítor Costa, que veio da Suíça para Guimarães, numa viagem de mais de 17 horas que foi dificultada pela chuva e nevoeiro em França.

"A viagem custa muito, mas o destino vale a pena. Está quase, as saudades já são muitas", salientou.

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