Gastroenterite no Festival Paredes de Coura leva quase 100 pessoas ao hospital

Situação foi rapidamente controlada, mas causa continuam por apurar (notícia atualizada)

Quase uma centena de pessoas oriundas do Festival Paredes de Coura foram este sábado assistidas no Centro Hospitalar do Alto Minho devido a um surto de gastroenterite. A chefe de equipa do serviço de urgência avançou ao DN que a situação "está controlada" e que já todos tiveram alta.

Já esta tarde, o diretor da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Franklim Ramos, precisou à Lusa que as duas unidades hospitalares assistiram 80 pessoas com estes sintomas.

Helena Treleira explicou que eram cerca de duas ou três da manhã quando os doentes, com vómitos e diarreia, começaram a chegar ao hospital de Viana do Castelo. O movimento terá parado cerca das 8:00 naquele hospital, embora a chefe de equipa do serviço de urgência admita que nas unidades de Monção e de Ponte de Lima, onde também chegaram doentes, este só tenha parado cerca das 10:00.

Os doentes foram tratados com soro e medicação.

Uma equipa de saúde pública foi ao recinto do festival de Paredes de Coura desde a manhã para tentar perceber a origem do surto. A médica admite, contudo, que, pelo senso comum, o "mais provável" é que tenha acontecido por ingestão, nomeadamente de água.

A causa do problema, no entanto, continuava esta tarde por esclarecer. Em comunicado, a organização do festival anunciou ao fim da tarde que "não foi possível estabelecer uma causa comum entre os casos, uma vez que não se verifica um padrão de idade, proveniência ou consumo de alimentos e bebidas, e os referidos sintomas são comuns a várias causas possíveis".

Muitos dos queixosos começaram por ser assistidos no próprio festival, onde existe um posto médico.

A 24.ª edição do festival Paredes de Coura termina hoje, com destaque para as atuações, no palco principal, do sueco Tallest Man on Earth, dos norte-americanos Portugal. The Man e dos escoceses Chvrches.

A chefe de equipa do serviço de urgência do Centro Hospitalar do Alto Minho expressou dúvidas de que algum dos doentes voltasse ao festival. "Ficam debilitadíssimos. Não me parece que tenham grande vontade", disse, repetindo que a situação não é grave e apenas causa mal estar. No entanto, a organização frisou, no referido comunicado, que "a maioria" dos afetados regressou mesmo ao evento.

Exclusivos