Futuro da alimentação reúne especialistas em Lisboa

Portugal Saudável discute tendências alimentares de hoje e antecipa o impacto da tecnologia na produção agroalimentar e consumo dos próximos anos

O que andamos a comer hoje? O que comeremos amanhã? Como serão produzidos esses alimentos? Que impacto terão na saúde dos consumidores? Qual o papel da tecnologia e inovação na área agroalimentar nos próximos anos? Estas são algumas das perguntas às quais a conferência Portugal Saudável tentará dar resposta, amanhã, na Fundação Oriente.

"A alimentação do futuro" é o tema desta terceira edição das conferências Portugal Saudável, promovidas pela Missão Continente, que reunirá à mesa especialistas de diversas áreas, dois oradores internacionais - Bertalan Meskó, médico "futurista" doutorado no estudo da genómica humana, e Nick Barnard, cofundador da marca inglesa de alimentação saudável Rude Health - e o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, que encerrará a sessão.

"Entendemos que é importante a sociedade refletir sobre esta dimensão tão crítica nas nossas vidas", salienta José Fortunato, presidente da Missão Continente, que além das conferências promove outras iniciativas com enfoque na alimentação e combate ao desperdício. Depois de, em 2017, ter estado em destaque a alimentação saudável, neste ano "é tempo de olhar para os próximos anos e décadas, no sentido de tentar solucionar os problemas alimentares da nossa sociedade - fome, má nutrição, desperdício alimentar, seca - e antecipar o que serão os hábitos e tendências alimentares do futuro", resume José Fortunato, que fará as honras de abertura da conferência às 09.30.

O húngaro Bertalan Meskó, que estuda o impacto que as novas tecnologias terão na prestação de cuidados de saúde, é o primeiro a subir ao palco para partilhar com a plateia a sua visão sobre as tendências da alimentação do futuro. Estas tendências e os novos hábitos de consumo estarão em debate com o pediatra Paulo Oom, com a investigadora Anabela Raymundo, com Inês Valadas, administradora da Sonae, e Francisco Goiana, em representação do Ministério da Saúde.

Já a desenhar o futuro, Anabela Raymundo, investigadora do Instituto Superior de Agronomia (ISA), irá apresentar à plateia - e a quem estiver a assistir à conferência online, uma vez que já se encontra esgotada - o River Rice Sugar, um adoçante natural menos calórico e com mais vitaminas 100% nacional. O produto que ainda não está à venda no mercado mas que está em linha com o que os consumidores procuram, atualmente, quando fazem compras. "Nos últimos anos temos verificado um aumento do consumo de produtos biológicos", destaca Inês Valadas, administradora da Sonae MC.

"Coma bem, sinta-se fantástico"

E foi essa procura que fez que a marca Rude Health se tornasse um caso de sucesso. Nick Barnard, cofundador desta marca que comercializa alimentos sem aditivos artificiais e não refinados, explicará ao público os benefícios de uma alimentação equilibrada e saudável. "Eat right, stay brilliant" ("coma bem, sinta-se fantástico", tradução livre) é o lema da marca e o ponto de partida para sua intervenção na Fundação Oriente.

Moderado também por João Adelino Faria, o segundo painel de discussão terá como mote "A alimentação do futuro num mundo em mudança - o que vou comer? como será produzido?". Francisco Bendrau Sarmento, representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação debaterá ideias com Nuno Ferrand, diretor do centro de investigação em biodiversidade e recursos genéticos da Universidade do Porto, e com Francisco Siopa, chef.

Num planeta que em 2050 deverá ter mais 2,2 mil milhões de pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas, são muitos os desafios que se colocam no âmbito da produção alimentar. Para o investigador Nuno Ferrand, já há "uma revolução verdadeiramente extraordinária" em curso e chama-se Crisper - uma tecnologia que permitirá produzir alterações genéticas precisas nas plantas, tornando-as mais resistentes a pragas e passíveis de serem cultivadas em diferentes solos.

A diversificação de fontes de alimento também vai ser imperativo no futuro e o chef Siopa já deu os primeiros passos: criou chocolates decorados com nutritivos insetos secos.

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Nuno Artur Silva

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