Foto do gesto de Manuel Pinho na imprensa estrangeira

A demissão do ministro da Economia português foi noticiada por vários órgãos de imprensa estrangeiros, que publicam a fotografia de Manuel Pinho a fazer o gesto que levou ao seu afastamento do Governo.

"Coisa feia: Ministro da Economia de Portugal renuncia após fazer gesto ofensivo no Parlamento", titula o brasileiro Globo, ilustrando o texto com a foto do agora ex-ministro na Assembleia da República e disponibilizando o "link" para o vídeo no Youtube.

O Globo escreve que "Pinho colocou os dois dedos indicadores sobre a cabeça, um sinal representando chifres que, em Portugal, é o mesmo que chamar alguém de corno, ao mesmo tempo em que olhava para o líder do grupo comunista, Bernardino Soares".

A Folha de São Paulo também noticia no seu "site" que "Ministro português renuncia depois de fazer 'chifres' com as mãos no Parlamento" e o Cruzeiro do Sul escreve "Ministro se demite após fazer gesto impróprio".

O El País tem uma chamada na primeira página com fotografia de Manuel Pinho a fazer "o insulto que lhe custou o cargo".

O diário espanhol desenvolve em toda a página nove a "Demissão de um ministro português depois de insultar um deputado", considerando que o titular da pasta da Economia chamou o membro do parlamento de "cornudo". Um escândalo "maiúsculo" no Parlamento que "agrava" a "fragilidade" política do primeiro-ministro português, acrescenta.

Numa pequena notícia no ABC espanhol lê-se que em Portugal "Um ministro demite-se por causa de um gesto polémico", acrescentando que Manuel Pinho apresentou a demissão depois de "fazer os cornos" com os dedos estendidos na cabeça ao líder dos comunistas no Parlamento, um acto que foi considerado "inadmissível" pelo primeiro-ministro.

"Os cornos que fizeram demitir o ministro português", lê-se no "site" do jornal espanhol El Mundo sobre uma fotografia de Manuel Pinho a fazer o gesto que levou ao seu afastamento do executivo.

A noticia surge em vários outros órgãos de informação espanhóis, muitos deles baseando-se numa noticia da EFE que destaca a demissão de Manuel Pinho "depois de realizar um gesto ofensivo no parlamento".

O francês Le Figaro noticia a "Demissão do ministro português" e o "site" do canal France 24 titula "Demissão do ministro português da Economia após um deslize no Parlamento".

No seu "site", o Euronews escreve "Escândalo - Portugal: Manuel Pinho demite-se na sequência de gesto polémico".

Também a Agência Siberiana de Informação dá conta da demissão do ministro português, bem como a rádio Eco de Moscovo, a qual, citando uma nota da agência ITAR-TASS, referiu que "o gesto insultuoso provocou uma onda de indignação que uniu deputados da oposição da esquerda e direita".

Apesar da diferença horária com Lisboa (mais sete horas), o Jornal Hoje Macau incluiu a notícia de "última hora" para dar conta que "Pinho sai".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.