"Fica na linha" divulga receitas saudáveis para crianças

A página www.ficanalinha.pt divulga, a partir de hoje, receitas saudáveis para os próximos 31 dias destinadas especialmente a quem tem entre 6 e 15 anos. É uma iniciativa da Deco Proteste e que, inclui, também, exercícios e informação sobre o problema da obesidade infantil.

Os técnicos da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores irão visitar escolas e aconselhar as crianças, jovens e pais a comer bem. O objetivo é mostrar que uma "alimentação saudável pode ser saborosa, diversificada, divertida e barata". Dizem que as receitas são fáceis de confecionar.

Os alunos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril ajudaram na confeção dos menus a apresentar diariamente ao longo de um mês, desde o pequeno-almoço ao jantar. Há, também, indicações sobre o que comprar em cada semana.

A obesidade infantil é um problema grave em Portugal e de quem a Organização Mundial de Saúde diz ser um dos países mais problemáticos.

Uma criança entre os 6 e 7 anos deve ingerir entre 1500 e 1600 Kcal, níveis de consumo que aumenta gradualmente com a idade.

"Fica na linha" traz vários conselhos, sendo um dos principais que não se deve sair de casa sem o pequeno-almoço. E várias dicas, por exemplo, faça os pratos com a quantidade de comida para cada pessoa e não coloque mais na mesa.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?