FENPROF adere à greve geral de dia 22

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) anunciou hoje que vai aderir à greve geral de 22 de março devido à "degradação das condições económicas, sociais e políticas" e admitiu realizar outras ações de luta.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira afirmou que na próxima segunda-feira será entregue o pré-aviso de greve, sendo ainda promovido "um amplo processo de informação" para que a adesão dos docentes à paralisação tenha "um forte significado".

Mário Nogueira adiantou que as razões são "suficientemente fortes" para que os professores adiram à greve, prometendo estar na primeira linha a luta pela reposição dos salários na totalidade.

"Neste processo dos cortes salariais parece que a regra começa a ser as exceções. O Banco de Portugal, a TAP, a Caixa Geral de Depósitos e quem mais veremos", sustentou, sublinhando que estão de acordo com a exceção conseguida.

Porém, a FENPROF exige que a "exceção passe a ser a regra" e que sejam repostos os salários aos professores.

Outro dos motivos apontados por Mário Nogueira para a adesão à greve relaciona-se com o perdão da dívida da Grécia, enquanto Portugal "vai mais longe" do que aquilo que é exigido pela "troika".

"" Grécia, é desculpada a maior parte da dívida da banca privada, sendo reestruturada a dívida. Portugal paga tudo e ainda se compromete, sem consultar os portugueses, com valores que sabe que não vai cumprir", afirmou.

A FENPROF manifestou-se também preocupada com o desemprego que deverá atingir os professores a partir do início do próximo ano letivo, em setembro.

Segundo Mário Nogueira, "a revisão da estrutura curricular, a imposição de mega agrupamentos ou mexidas economicistas nas redes de instituições e cursos superiores" vão provocar "um surto de desemprego e instabilidade em setembro.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores adiantou que na segunda-feira vão requerer ao Ministério da Educação a realização de um processo negocial suplementar sobre o novo regime do concurso de professores.

A FENPROF foi o único sindicato que na passada terça-feira não chegou a acordo com o Ministério da Educação sobre o novo regulamento de recrutamento de docentes.

Mário Nogueira disse ainda que a FENPROF vai realizar por todo o país reuniões com professores, devendo sair dos encontros um plano de ação de luta concreto.

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